Foi um choque quando esta menina da foto lançou um livro dizendo ao mundo: sou garota de programa. E daí? fazia porque gostava de sexo e ainda ganhava. Em um país considerado fraco em número de leitores a menina que contava peripércias na cama vendeu como água. Ter em seu currículo trinta homens na cama é normal hoje em dia. Mas uma menina que fez o mesmo, mas foi mais esperta e cobrou por isso, é criticada como se fosse um crime contra a moral e os bons costumes.
Transar sem pensar, bêbada ou por puro esporte é visto com olhos tortos, mas desconta-se na tal... modernidade. Já cobrar é promiscuidade.
Ouvi a conversa de duas meninas no salão. Deviam ter uns 30 anos e falavam com quantos tinham ficado. Uma era recém-separada e estava naquela fase: preciso lembrar que ainda estou podendo! Falta de educação, mas fiquei de orelha em pé.
A recém-seprada comentava sobre uma transa casual com um cara ontem à noite. A amiga perguntou: foi bom? Ela disse: Não lembro, estava bêbada demais. Ai abaixou o tom de voz e disse arrependida: nem lembro se usamos camisinha... Estou preocupada...
As prostituas usam... E ganham!
Parece meio frio e calculista. Não é uma campanha a favor das prostitutas, mas não entendo por que ainda há um tabu em torno delas, sendo que elas só estão fazendo um bom negócio!
Elas destroem casamentos? Convenhamos, já foi-se o tempo em que elas faziam o que as mulheres casadas não faziam na cama.
O fim de semana está aí e para algumas meninas é estopim para disparar o contador! Cinco, seis, dez no fim de semana. Beijar pode, transar pode. Cobrar não? Por que? Por isso fica a pergunta incômoda: Por que ainda temos tanto preconceito?















