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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Que tal fazer algo de bom acontecer?


Uma coisa bacana nos evangélicos é como eles cantam, a todo pulmão, hinos com frases positivas, o que pode não resolver os problemas, mas afasta os pensamentos negativos. E com eles aprendi essa música que virou um mantra:

"algo bom vai acontecer
algo bom Deus tem pra nós
reunidos aqui só pra louvar ao Senhor
Reunidos aqui, em união..."

No ano passado, em um Lar doce Lar, do Luciano Huck presenteou mais uma família. Mas nessa, o que chamou a atenção não foi a história triste da família, mas a frase da vizinha que enviou a carta.

Ela só apareceu ao final do programa, por microsegundos, para que o rapaz agradecesse pela sua iniciativa. A única frase que ela disse foi:

- Eu não disse que valia a pena acreditar que a vida pode ser boa?

Mas não é tão fácil assim, Luciano Huck não vai bater à sua porta e mudar sua vida.Ou até vai, mas é melhor não contar com isso. Afinal, se você não olha para os problemas da sua vizinha, porque mesmo ela olharia pelos seus?

O lema do voluntariado é que quem faz o bem, ganha mais do que quem o recebe. Assim, que tal fzer seu dia melhor melhorando o dia do outro? Faça algo bom por alguém hoje. Nem que seja enviar um e-mail elogiando uma amiga, comprando uma balinha para o colega de trabalho, telefonando para o ser amado e dizendo: "bom almoço, querido." Quem sabe esse toque de bondade, doação, volta e faz "algo de bom acontecer" no seu dia? 

O bom tem mais de delicado do que de grandioso. Que tal fazer algo de bom acontecer?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Você iria tão longe por amor?

Dia dos namorados chegando e as histórias de amor se repetem por aí. Mas essa me chamou a atenção.

Algumas mulheres aceitam casar com um estrangeiro,  contando que esse estrangeiro tenha um passaporte europeu ou americano.

Mas e quando o amor grita seu nome vindo do Paquistão? Carol era uma jovem brasileira que conheceu um paquistanês pela internet. Decidida a ficar com ele, embarcou para o país sozinha. Passou uns dois meses lá. O rapaz, tão jovem quanto ela, não tinha como sustentá-la. Ela voltou para o Brasil decidida a casar com ele.

Quando a conheci pessoalmente, há uns dois anos atrás, ela estava aguardando o resultado de uma prova de seleção da Emirates. Isso mesmo. Para ficar ao lado do seu amor, foi morar em Dubai. Virou aeromoça e, semana passada, realizou o seu sonho, casou com o seu paquistanês...

"Eu cheguei ao Paquistão no dia 01 de junho, Waqa (o noivo), uma prima e um primo foram me buscar no aeroporto de Islamabad. Eles me deixaram na casa da Everyn (brasileira casada com paquistanês). Foi super bacana ter ela por perto, muito mais que isso foi um super alívio!

No dia seguinte aconteceria o Nikkah que é o casamento religioso e quando eu veria toda a família dele incluindo a mãe depois de quase 5 anos juntos. Outra coisa de ser excelente de ter a Everyn é que ela é uma excelente maquiadora. Todo mundo elogiou a maquiagem.

O Waqas foi em um carro com o marido da Everyn que era uma das minhas testemunhas e eu fui em outro carro com a sogra. Aquele constrangimento... Sou tímida e não estava nada confortável. Ela começou a puxar papo e foi tranquilo até que.... Ela disse que tinha me dado um nome novo! E, segundo ela, algumas pessoas iriam me chamar de... Mariam, de Maria, mãe de Jesus... Eu fiquei chocada e detestei.

Meu nome é Carolina nome que meus pais me deram. Fiquei segurando o meu choro e não consegui dizer nada, até que ela disse que meu lenço (hijab) era muito curto e por isso ela tinha trazido uma duppatta para eu usar na cerimônia.

Aquilo foi me consumindo por dentro muita raiva. A duppatta era velha e fedida e não combinava com a roupa lindinha que eu estava vestindo e o lencinho de flor que eu estava no pescoço, eu disse que não usaria.

Ela ficou quieta até que... Quando a gente saiu do carro ela pediu para a cunhada dela falar comigo e disse que eu tinha que me cobrir na frente do Mulá (que realiza essas cerimônias, um sheikh) eu estava quase chorando.

Coloquei a duppatta e já me sentia sufocada, eles queriam tirar foto, mas eu já estava surtada e disse:

- Não com esse traje! Ela ficou chocada.

Ficamos esperando mais de 2 horas, porque o Mulá disse que num sabia realizar uma cerimônia entre cristãos e muçulmanos. Os homens ficaram do outro lado da sala discutindo e eu lá embaixo daquele monte de pano suando, tendo que aturar aquelas a família e a sogra falando em urdu achando que eu não estava entendendo. Ela falava sobre religião, de quando a gente tiver filhos, que ela espera um dia que eu me converta. E eu quase chorando. Até que o Mulá desistiu de fazer nosso casamento, não tinha o formulário para não muçulmano.

- Eu vou fazer esse casamento! - o tio dele que é Mulá disse.

E foi o que nos salvou. Fizeram o só o casamento verbal porque o contrato teria que ser feito depois com todos os detalhes, o casamento foi somente assim Carolina filha de ... você aceita como seu marido Waqas filho de ... 3 vezes me perguntaram isso e a ele também, depois ele fez uma prece e todos dizem Mashallah e te abraçam dizem parabéns e bem-vindo a família, o que foi um super alivio, tirei aquela duppatta horrivel e tiramos fotos.

Durante o pronunciamento a quando disseram Carolina, a mãe dele soltou Mariam, e ele já logo corrigiu. Porque eu já havia mandando um sms para ele contando que estava odiando o que a mãe dele estava fazendo comigo. Ela quase arruinou tudo.

Depois do Nikkah, eu não pude fazer Henna, pois teria que trabalhar em breve, o mamoo dele (irmão da mãe) organizou um mini mendhi na casa dele. O mendhi é assim: música, comida, a família canta e dança e teria que então fazer a henna nas mãos para o próximo dia que seria o Valima.Foi divertindo, me cumprimentaram, sai feliz."

Eu sou muito racional em relação ao amor, mas me emociono com pessoas que vão em busca do amor onde ele estiver... Por isso, quando vi as fotos do casamento da Carol fiquei pensando... Você iria tão longe por amor?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Reeducação alimentar. E quem disse que seria fácil?

No sábado com um grupo de amigas, uma delas foi até a cantina, às 09:30 da manhã, e voltou com uma coxinha gigante. Passados 5 minutos, ela levantou novamente e voltou com um pedaço de bolo de cenoura com calda de chocolate.

Quando ela levantou mais uma vez eu não aguentei:

- Eu te proibo de pegar qualquer outra coisa para comer!

Ela sorriu e disse:

- Não vou pegar mais nada.
- Você tem que se controlar!
- Eu não consigo!
- Claro que consegue!
- Mas não tem problema, eu já desisti, vou colocar um balão gástrico e resolver isso.

As pessoas confundem reeducação alimentar com "enganação". Encaram dietas loucas, remédios, quando na verdade o necessário é se reprogramar.

Em revistas de emagrecimento vende-se o milagre, como se tudo tivesse sido fácil e a força de vontade tivesse vindo como brinde de fim de domingo dos céus. Não, não vem. Eu já fui gorda, bem gorda. Fazia um furo em uma lata de consdensado e só parava de mamar quando terminava.

Renata Ceribelli está no quadro "Medida Certa" do Fantástico que tem mostrado o que as pessoas não querem enxergar: é preciso força de vontade! Ponto! Ponto! E ponto!

Uma amiga que diz: "tenho problema com verde." Não, você tem problema com sua mente. Ache um verde que ao menos desça pela sua garganta e vá se adaptando aos poucos. Mas não é fácil.

E mais, a principal a reeducação está diante do espelho. Querer emagrecer para ficar magrela é utopia e sofrimento. Eu não sou magrinha, sou normal. Um dos segredos de quem se reeduca é a lei da compensação, você aprende a não se privar de nada. Eu, por exemplo, como doce todos os dias. Mas não como carne e por ai vai. Não tenho uma alimentação perfeita e tenho consciência de que reeducação alimentar é uma lenta corrida de tartaruga, um passo por vez.

Por isso, fica a pergunta no dia nacional do início da dieta: Reeducação alimentar. E quem disse que seria fácil?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Que história é essa de que só meninas até 6 anos podem usar rosa?

Kate Middleton e o marido receberam o casal americano Barack e Michelle Obama na última semana no palácio de Buckingham.

Kate optou por um vestido mais básico enquanto Michelle foi criticada. Até ai tudo bem, afinal, nem sempre acertamos e com certeza em algum momento Kate vai escorregar no estilo e a crítica vai cair em cima.

Além disso, tem aquele lance de coisa nova, até um dia desses Michelle era considerada uma heroína por usar roupas alegres, por não ser esquálida, por ser segura e ainda abusar de roupas em conta para as pobres mortais.

O que me incomodou foi a declaração da colunista Liz Jones, do Daily Mail: "Só meninas de até 6 anos podem usar rosa. E esse bolero não é vintage, é velho."

Que o bolero é feio, o vestido a deixou gorda e o conjunto não mostou a mulher poderosa que ela é, isso não tem dúvida.

Mas, como esse pessoal de moda inventa coisas cada dia mais enlouquecedoras para as mulheres reais como nós e, numa semana em em que comprei 2 sapatos rosas fiquei me perguntando... Que história é essa de que só meninas até 6 anos podem usar rosa?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O segredo está em fazer um JUNHO diferente, para ter um dezembro vitorioso?


Todo dia primeiro é como segunda-feira, dá um pânico: O fim de semana já passou? Já é o mês tal? O desespero bate de vez quando chega primeiro de julho. Toca uma sirene estridente avisando: corra Lola, corra rápido!

Quando chega julho, sempre paro para reavaliar as metas estabelecidas no fim do ano anterior. Mas, este ano, resolvi mudar: hoje, dia 01 de junho, ao invés de ouvir a CBN ou uma música enquanto dirigia, resolvi fazer uma reavaliação mental de janeiro para cá. Depois, avaliei o que será de julho para frente.

Quase desisti, confesso. A mente buscava distração, mas força de vontade e domínio da mente é obrigação. Fui focando, focando, e quando vi, diante do meu carro não estava a estrada, mas o que vou colocar em prática para que a partir de julho as metas estejam sendo executadas e não misturadas às obrigações que jogam no dia a dia.

De primeiro tentei pensar e a minha mente fugia. Eu trazia ela de volta. Já domada, a muito custo, porque ela só queria pensar nas 1 milhão de obrigações de hoje, comecei a pensar nas minhas metas “primordiais” a serem cumpridas até dezembro. Aquelas que se não cumpridas vão me fazer fechar o ano com um sentimento de frustração incômodo.

Dali para frente, pensei no que “tenho” que fazer. Afinal, o plano B não é tão atrativo quanto o A, mas ele precisa andar lado a lado. Porque é bom e seguro pular de Bung Jump, mas ter um colchão de segurança para amortecer sua queda caso algo dê errado é no mínimo amor próprio. Assim...  O segredo está em fazer um JUNHO diferente, para ter um dezembro vitorioso?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Você se parece com a pessoa que você é de verdade?


Por comodismo ou circunstância, vamos nos tornando a imagem que o marido permite, que o filho permite, que a rotina e o dinheiro permitem.

É quase impossível ser exatamente aquela imagem ideal que permeia nossos pensamentos de maneira mais fantasiosa que real. Mas ela é uma dica da imagem que nos faria feliz.

Pense nos jovens, o senso de humor e leveza deles diante da vida é quase palpável. Com o tempo, vamos criando uma carcaça e vivendo mais para nos defender do que para aprimorar o que somos de verdade.

Você pode não ser exatamente o que o que você é na sua mente sonhadora, mas, ao menos, se parecer com essa pessoa é obrigação.

Afinal, se não for por isso sua estadia nesse mundo, é para que? Viver os sonhos de outros? Ser o que outros querem que você seja? Modificar-se para viver em paz com o marido, para parecer boa mãe, para ser aceita no trabalho? Lapidar-se é diferente de trair sua essência.  Não viemos ao mundo para nos anularmos por mais sedutor que seja o sonho do outro, mesmo que esse outro seja um filho.

Somos mais amadas e respeitadas pelo outro e por nós, quando deixamos nossa personalidade existir, senão nos tornamos apenas mais um número nesse imenso mundo. A maturidade serve para lapidarmos o melhor de nós. O melhor do que nós esperamos de nós.

Como fazer isso? Olhe-se no espelho. Nada de corpo, estou falando de alma. O que você vê ali ao fim do dia é a pessoa que viveu o que desejava pela manhã ou a pessoa que só cumpriu obrigações?

Se você nem der bola para esse momento íntimo, não tem problema! Relaxa, depois, em alguns anos, quem vai pagar a conta é você.

Por isso, se você achar que vale a pena... Você se parece com a pessoa que você é de verdade?

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Que peitos são esses!? Soutien. Comprei, usei, gostei?

Há umas duas semanas eu venho ouvindo: o que aconteceu com os seus peitos?

Ontem, o editor de imagens do programa disse: "Mas você fez alguma coisa ai, hein!"

Uma amiga não resistiu: "Mas que peito é esse!"

Há uns meses atrás postei aqui que meus seios estavam perdendo o foco, se assim podemos dizer. Algumas leitoras comentaram, humilhando, dizendo que seus seios não haviam perdido o foco, mesmo elas já tendo passado dos 30 e amamentado. Chorei!

Não que o meu estivesse caido, não dá para admitir assim, à seco, né, mas eu estava descontente com seu comportamento. Assim, resolvi ir a luta!

Assim, fiz uma peregrinação por lojas de soutien e encontrei essa belezinha da foto, Balconet da Scala. Só que comprei o mais cavado no meio, que maximiza o efeito. Tinha acabado de chegar. Desde então, eu e meus filhotes estamos em paz e arrasando por ai! É como se tivessem ganhado óculos novos e estivessem enxergando bem melhor.

Por isso, achei que valia trazer aqui, não só para dar a minha dica, mas para pegar outras! Que peitos são esses!? Soutien. Comprei, usei, gostei?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Somos todas iguais, mas com humor somos ainda melhores?

Insegurança também atende pelo nome de mulher. Mesmo aquelas que se sentem super seguras. Não acreditem, elas também sofrem!

Um dia desses uma leitora deixou um comentário dizendo que éramos imaturas e descascou em cima das que acreditam que em início de namoro beleza é por conta do meu bolso e comida por conta do dele.

Li e respeitei o comentário, mesmo anônimo, e esqueci. Até que uma leitora antiga, psicóloga, deixou um recado no Facebook: "Você viu o comentário lá no Depois dos 25? A moça sente-se tão segura de si que para discordar não teve a coragem de se identificar. Quanta maturidade!"

Desde então fiquei pensando: Como somos iguais! Criticamos a outra e buscamos seus defeitos para amenizar os que temos! Sofrer? Jamais! Rir, rir e rir! Assim, resolvi trazer mais umas charges da Cibele Santos.

Se não conseguir ler, clique na imagem

Por isso, estou errada ou... Somos todas iguais, mas com humor somos ainda melhores?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Casados x Sexo. Com que novos temperos você anda apimentando a sua comida?

Os mais machistas e corajosos dizem que ir para a cama com a mesma mulher por muitos anos é como comer comida requentada.

Você ama um prato, deseja-o e começa a comê-lo todos os dias, depois de um tempo a boca já não saliva tanto, quando se dá conta, você não agüenta nem sentir o cheiro e precisa desesperadamente provar algo novo.

Em relação ao ser humano a coisa não é tão simples assim. Mas a sensação pode ser bem parecida.

Ontem, o programa “A Liga” falava sobre casais que quebraram tabus e foram em busca de novas maneiras de sentir desejo na cama.

Vale de tudo, machucar o outro, sentir o chulé, levar outro para a cama enquanto o parceiro assiste, trocar de casal.

Logo de cara o sentimento é de repulsa. Mas o “enjoar” é um mal que atinge a todos. Alguns condenam os atos acima, mas vivem uma vida dupla. Um terceiro grupo opta por simplesmente parar de transar.

Um dia você não está com vontade, no outro está cansada demais e quando vê, outra pessoa chama a sua atenção. E ai, você ou seu parceiro, não resiste ao novo sabor. 

Talvez, esses casais mais "modernos" extrapolem o que é aceito pela sociedade, e nesse eu me incluo, acredito que pensam mais em seu próprio prazer do que no conjunto da obra.
Porém, mais do que ensinar posições e "perversões" esse casais mais ousados mostram que cabe ao casal buscar novos sabores ou simplesmente largar o prato de lado e fingir que tudo está bem.

Muito mais do que usar o tempero que você gosta é saber o que o "cliente" quer. Saber o que o seu parceiro deseja é o grande segredo para agradar e coservar o cliente, nessa via de mão dupla que é a cama.

Muitos casais transam diariamente, mas não é sinal de satisfação do cliente, por vezes é apenas falta de opção, mesmo. Assim...Casados x Sexo. Com que novos temperos você anda requentando a sua comida?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O que vai preencher esse deserto?

“Num mundo marcado pela agitação, pelo materialismo e pelo barulho, São Bento aponta-nos o valor do silêncio, da interiorização, da escuta de Deus, do mundo, de nós mesmos. Mais do que nunca hoje sentimos a necessidades de “ir ao deserto”".

Ontem, uma novena de São Bento pulou em minhas mãos. Como não sou devota, optei por não abrí-la. Mas, à noite, cedi e fui em frente. Na última parte do texto estava o trecho acima. 

Deserto. O futuro pode ser um mar cheio de oportunidades ou um lugar que já nos desanima hoje mesmo. Tendemos a condenar nosso próprio futuro, tendo como base os fracassos e caminhos errados que tomamos ontem.

Lembranças saudosas de algo que já fomos ou da esperança que já tivemos minam e condenam o futuro. Ao invés de parar, olhar para os lados, olhar para dentro e só então mirar adiante, nos condeamos a viver na angústia da agitação, da correria de êxtase falso que nos faz tropeçar em nós mesmos. Compra-se o mundo, mas seu interior continua vazio. Por fim, "deixa-se a vida levar” sendo que isso só funciona em versos regados a cerveja. 

Há um deserto dentro de você, visitá-lo pode ser dolorido, uma viagem solitária, mas é a chance de que no futuro ele deixe de ser deserto e vire jardim. Os erros do passado são sentidos hoje e o futuro também pode ser refém deles. É preciso fechar-se em uma concha, sentir a dor, viver o luto, chorar e molha o solo desse deserto que, se não virar um jardim, ao menos vai virar uma estrada na qual você poderá caminhar sem afundar seus pés na areia e continuar no mesmo lugar.   

Parar, permitir-se olhar para esse deserto é um ato de amor próprio. Só há você. Está vazio. Não há como olhar para trás, só para frente. Despir-se para voltar a vestir o novo, o melhor, a esperança renovada. Mas, como dizia no texto da novena, ouvir a si mesmo, porque nesse deserto só algo tem voz: você e seus reais desejos.

Assim, nessa viagem solitária e abençoada... O que vai preencher esse deserto?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Se você fosse Deus, atenderia a sua prece?

Nós humanos lemos lábios, Deus lê o coração. Não sei se ele é um cara gozador como cantava Cássia Eller, mas se não conseguisse ler nosso coração ele estaria é muito confuso.

Pedimos uma coisa à noite na cama, mas quando acordamos vamos na direção oposta. É a história do: Senhor me ajuda a ganhar na loteria, mas não compra o bilhete.

Você tem um desafeto no trabalho, reza à noite para que Deus elimine essa desavença. Mas o que faz na manhã do dia seguinte no caminho para o trabalho? Já vai pensando em tudo o que irá responder se a tal pessoa for grosseira ou tentar te prejudicar.

Mas se você pediu com fé na noite anterior, por que está esperando pelo pior? Por que não está confiante pensando: A pessoa vai falar algo grosseiro e eu vou sorrir, porque eu pedi a Deus e ele está nesse lugar com um manto de luz em volta de mim.

Quando você ou um ente querido está hospitalizado, sua força ao pedir muda. Há uma fé cega na cura, um rumo certo. Não há cansaço, cabeça cheia, nada, você joga o seu joelho por terra e pede claramente. Seus lábios são condizentes com o que clama seu coração. 

Mas no dia a dia, a reza é feita com um neurônio no trabalho, outro no que precisa ser feito na casa antes de você sair para trabalhar no dia seguinte, na olhadela para o marido ao lado para detectar sinais de traição. Se nem você se doa 100% ao pedir...  Além da rezadinha rápida e mal feita, faz-se um mínimo esforço porque está sem tempo e espera-se uma grande graça.

O tempo de Deus não é o nosso, que por vezes nos sentimos sim desamparados. Mas, consciente de que nem sempre o que peço é o que está verdadeiramente em meu coração, me perguntei ontem à noite enquanto rezava: Se você fosse Deus, atenderia a sua prece?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O segredo não é ser difícil, mas inconstante - Como manter o homem alerta?

Eu tenho um grupo de 4 super amigas que é um presente na minha vida. Cada uma mora num canto do país. Quando estamos no meio de um dilema, enviamos um e-mail para o grupo.

Um dia desses, uma delas disse: "Como fazer para que o meu namorado/marido volte a ser como antes? Não tem mais aquele interesse dele em me conquistar, era tão bom antes..."
Os namorados vão ficar se perguntando qual delas fez a pergunta. Não posso dizer, mas a minha resposta fez tanto sucesso que resolvi compartilhar aqui:

“Minha dica é uma só: "ninguém age para conquistar o que já tem.”

A atitude tem que vir de você e não dele. O problema não é o casamento, mas o relacionamento que você constrói.


1. Faça falta! - Não deixe de viajar com as amigas,
mesmo tendo filhos (nem que seja para uma cidade vizinha).


2. "Toda Ferrari, na garagem, vira fusca." - Você não precisa deixar de ficar na garagem, mas dê sempre uma escapulida. Mas sem deixar rastros de desconfiança.


3. Ciúmes? Nunca! - Quando achar que está perdendo o jogo só diga a ele e a você mesma, com um belo sorriso no rosto: "tudo o que me deres, te darei em dobro." E ponto. Nada de ameaças, elas só te enfraquecem.


Os homens são guerreiros, precisam que nós sejamos a luta deles para usarem sua espada com vontade, senão ela brocha. Ele tem que pensar: "como vou domar essa desgrama dessa mulher!?"


Às vezes, acho que meu namorado está me traindo. Afinal, tenho as minhas inseguranças. Mas acha que eu piro? Nada! Já fui traída, já trai, sei que não mata e mais, estou no MEU caminho. Se acabar amanhã não estou "acabada". Acabada no sentido de: não ter saído com as amigas, não ter viajado sozinha (nem que tenha sido para a esquina), não virei sombra de ninguém e muito menos da Relação. É difícil, mas é preciso preservar o EU, principalmente quando se tem filhos.


O segredo não é ser difícil, é ser instável. Somos seres humanos, buscamos estabilidade. Mas quando está estável demais, cansa. Precisamos ter sempre o risco de estar a ponto de perder,  para dar aquele frio no coração."

Relacionamento deve ser amarrado por uma rédea bem longa. Está amarrado, mas frouxo o suficiente para que o vaqueiro precise ficar alerta!

Algumas vezes simplesmente não atendo o telefonema do meu namorado. No dia seguinte ele liga: "onde você estava!?" Ai querido... desculpa... Se toda vez que ele liga você está ali... E isso serve para os maridos, principalmente. Acabe com as certezas dele.

Mas, cada um tem lá sua dica para manter o homem sempre alerta! Assim... Como manter o homem alerta?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Signo, de que vale para a vida?

Aquário. Signo de ar, é um signo intelectual, de conhecimento. Está principalmente relacionado com ideais de amor e fraternidade universal. O grito "Igualdade, Liberdade e Fraternidade" é o lema.

Sendo um signo intelectual, ele quer resolver tudo ‘pela razão’.

Dificilmente se realizarão como ‘esposas e mães devotadas’! Se você busca uma ‘Amélia’, não será neste signo que a encontrará! Resumindo, este não é o signo mais fácil para os relacionamentos amorosos, à menos que eles sejam baseados em amizade, respeito e liberdade mútua.Um relacionamento baseado na sinceridade, na liberdade e na amizade pode ser muito gratificante.

No ano passado, a atriz Najla Raja veio passar uns dias aqui em casa com a também atriz Tássia Camargo e passamos a madrugada rindo de seu discurso:

- Sabe por que eu como assim? Meu signo! Touro! Sou uma mulher de Touro! 

Há tempos quero falar sobre signo, mas falando mal! Então, comecei as pesquisas para falar com categoria, mas eis que me deparei com as definições de Graziela Marraccini. Fiquei balançada. Deu vontade de mandar e-mail correndo: "Desvende-me! Faça meu mapa astral. Defina-me, porque está difícil!"

Foi quando pensei: e ai? Lendo essas definições, sei um monte de coisas sobre o meu signo e...? Tem remédio? Pílula? Fora que muito do que é colocado nas definições, servem para vários signos, não? Por outro lado... Penso que essa característica de vanguarda do aquariano, que chega a incomodar a nós, pobre coitados que nascemos no mês de janeiro, é muito forte. Não é para qualquer um. 

Ser aquariano é quase um fardo! Ou será que é apenas um apoio para justificar minhas idéias e atitudes que desafiam o pensamento da maioria? Ou, como a divertidíssima Najla, justificar a voracidade à mesa? 

Acredito mais em terapia do que em signos, mas... Sempre é tempo de reavaliar nossos conceitos... Signo, de que vale para a vida?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Você sabe ouvir o conselho amargo de uma amiga?


Não é só você, todo mundo que ouve uma crítica tende a repeli-la. O "você está errada" salta da boca sem que tenhamos controle! Permitir-se ouvir e ser ajudada é um dom que pode salvar-nos de muitos micos visuais e abismos sentimentais.

Eu ouço demais. Até quem não deveria ouvir. Desde pequena minha mãe dizia: deixe de ser idiota, quem está lhe fazendo o favor de pontuar algo que não vai bem na sua vida é a sua mãe! Sua amiga! Isso é um presente! Porque é muito mais fácil ficar calada, ver você se dando mal, mas me achando a sua melhor amiga do que ficar falando coisas que você até enxerga, mas faz questão de se enganar. Minhas duras palavras são um presente amargo, mas um presente.

Aprendi a lição. 

Minhas melhores amigas sempre foram as minhas principais salvadoras. Não porque vieram me defender com uma espada, mas porque me deram um toque e eu fiz de suas palavras um ótimo escudo, até contra mim mesma, quando me via perdida em autoengano.

Se você acredita que o que o outro está dizendo é bobeira, é porque não o considera amigo. Se só vive rodeado de quem o elogia,  não tem amigos de verdade. Amigo vê a gente de fora e não tem medo de perder a nossa amizade, porque sabe que é isso o que esperamos dele: a verdade. É por isso que nos abrimos para os amigos, eles são os melhores analistas que podemos ter.

Em retribuição sempre dou um feedback: continuem falando. Porque vou continuar ouvindo e melhorando a minha vida com as suas generosas amargas palavras.

Assim... Você sabe ouvir o conselho amargo de uma amiga?

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Já que disseram que sou antipática... O que você achou do vestido de casamento da Kate?

Só porque acho um circo toda essa história de reis e rainhas e acredito que está mais do que na hora de termos novos ídolos e concepções de felicidade em relação ao amor, fui criticadíssima!

Coloquei lá no Twitter que só voltaria lá quando acabasse aquela chatura de cada um dando sua opinião sobre o casamento Real.

Enquanto eu me arrumava para gravar o programa, ouvi um comentarista na Globo dizer: "esse é um grande teatro. A Inglaterra está fazendo o que sabe fazer de melhor."

E já vou logo avisando: nada tem a ver com amor! O que me deixa entediada é esse ritual, dinheiro gasto, tempo. E nem me venha com o tanto que arrecadaram com o casamento, ainda acho um desperdício.

Claro que Kate é linda e bla bla bla e até fiz um Dilema falando sobre como podemos aprender com sua capacidade de planejamento, mas não representa a minha realidade e eu não perco meu tempo admirando o que não posso ser, nem ter.
 
Admiro e presto reverência a mulheres possíveis e que podem, realmente, fazer com que eu me torne uma mulher muito melhor, para mim mesma, que já tinha que estar linda e maravilhosa às 06:30h da manhã para gravar, sendo que ontem gravei até 10 da noite.  Ainda tenho que estudar, cuidar da alimentação, prestar atenção nas contas e... tudo aquilo que nós sabemos. Porque nós não temos guarda-costa, acordamos e vivemos, todos os dias, protegidas por Deus.

Respeito quem se envolve com esse sonho. Mas, acredito que comprar anel igual ao dela, só porque é da princesa, é muita falta de personalidade. Tenho certeza de que todas nós temos capacidade de escolher nossas jóias, sendo guiados por nosso próprio gosto. Mas... para não parecer antipática... Vamos fofocar um pouquinho! O que você achou do vestido de casamento Kate?

Minha opinião? Vou colocar nos comentários!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sutiã. O melhor amigo do peito e da autoestima?

Há uns dez anos atrás, assisti a um filme em que a Cameron Diaz ficava diante do espelho do provador de uma loja, levantava os braços e dizia:

- 17.

Então, abaixava os braços e dizia:

- 27.

Seus seios subiam e desciam. Esta cena ficou marcada na minha memória e na segunda-feira, 3 anos atrasada, me vi diante do espelho fazendo o mesmo e gritei:

- O que vocês estão fazendo aí embaixo!? Como foram parar aí de ontem para hoje!? Subam, já!

Homem até gosta de peito, mas é com a bunda que enlouquece. Mulher até gosta de bunda, mas são os seios que a fazem se sentir gostosa. É um poço de autoestima ou a perda total dela!

Não que os meus seios estivessem caídos diante do espelho, mas eles não estavam com aquela rigidez toda! Como aos... 17, se é que você me entende.

Deu depressão. Mas rapidamente reagi! Assim, ontem, acordei disposta a mostrar para eles quem manda aqui nesse corpinho! Apelei para um decote e um sutiã amigo do peito. Tudo voltou ao lugar, inclusive a minha autoestima. No estacionamento do aeroporto um rapaz gritou:

- É esse o seu carro, morena?

Ao me encontrar, minha mãe disse:

- Você está chamando a atenção hoje, hein!

E estava mesmo! Até eu fique supresa, pois estava de calça jeans, sapato alto rosa e blusa de alça com um decote nada generoso, mas meu par de amigos estava no lugar.

Voltei para casa feliz e disposta a comprar sutiãs mais dispostos a dar um up nos irmãos e na minha autoestima. Assim, fiquei pensando...  Sutiã! O melhor amigo do peito e da autoestima?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Seu plano é Real ou só sonho?


Kate Middleton tinha um plano. E se tudo correr bem, na sexta-feira, eu, você, ela e mais 1 bilhão de pessoas veremos o seu triunfo.

Não é segredo para ninguém que ela e outras moças correram para fazer matrícula na mesma universidade do príncipe. Mas, só ela chegou lá.

Um dos segredos dos empreendedores é ter claro: sua atual posição, onde “exatamente” querem chegar e,  principalmente, o que você fará durante o caminho.


Outro ponto importante na elaboração de um plano, é que o plano seja seu. Não adianta ser o plano do marido, do chefe. Enganar-se dizendo que aquele é o seu plano é enganar a si mesma e dessa estupidez ninguém pode salvar você.

Ajudar, ser companheira, é louvável, mas é diferente de deixar de ter um plano seu. Porque, no fim, quando tudo der certo, você até pode celebrar, mas vai dar aquele vazio horroroso de ter feito tanto esforço e os louros serem do outro. Você faz parte, mas não é a rainha.

Assistindo a um documentário de longas e entediantes 1:30h sobre o casal real, vim a saber como Kate foi meticulosa. Namorou outro durante a faculdade, desfilou de vestido transparente na frente do príncipe e, quando terminaram, ela não ficou em casa chorando, subiu a saia e partiu para as festas deixando claro: tem quem queira.

Fracassamos porque não temos um “plano real”. Temos sonhos que deixamos ir e voltar ao pensamento, como quando estamos dormindo. Claro que o que não tem que ser simplesmente não é e temos que conviver com isso. Mas, usar essa máxima como desculpa é furada. Se seu plano só existe no seu pensamento, ele não existe. Nunca existiu.

Sonho precisa de plano, plano de papel: estou aqui. Para chegar lá, preciso atingir isso, passar por esse obstáculo, estar atenta a esse aspecto que tem chance de dar errado, contornar essa montanha, fazer esses contatos e só então, quem sabe, chegar ao meu destino. E, sem esquecer, ainda escrito, o maravilhoso plano B! Aquele bem plantado na realidade, que nos segurará se o nosso sonho realmente não tiver que ser... Assim como não foi para para as milhares de outras jovens que se inscreveram na mesma universidade e, mesmo amando o príncipe, não levaram o moçoilo para o altar!

Kate não tinha um sonho, tinha um plano. Assim, mas do que babar na festa linda, podemos nos inspirar e usar seu exemplo em vários aspectos de nossa vida e refletir... Seu plano é Real ou só sonho?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Dá para ser gordinha,"normal", bonita e feliz? Ou só estamos forçando a barra?

Quem foi que criou essa relação de ódio entre o espelho e a mulher? Os estilistas? Ou será que nos matamos com ele porque "ele" é masculino e vem de Marte?

Seja lá o que for, a culpa é nossa. Regamos esse sentimento para que ele nunca morra. Reclamamos da ditadura da moda, assim como reclamamos dos homens safados, mas criamos nossos filhos à mesma maneira. "Segura sua cabra, que meu bode está solto!" Assim, reclamamos da ditadura da moda, mas criamos as filhas no mesmo estilo, para se adequar e sustentá-la .

Vira e mexe, jornais e revistas mostram gordinhas com a autoestima lá em cima, mas é mais bizarro do que um estímulo a autoaceitação.

Anda circulando por aí, a tal mulher da página 194 da revista Glamour. Um desserviço. Vamos combinar que  aquela barriguinha pendurada  é feia e ponto. Andei vendo outras fotos da modelo, de frente e não é feia desse jeito, é simplesmente... normal! Por que colocaram seu pior ângulo se quando vão fazer fotos das magras nunca publicam suas piores fotos? Porque elas existem.

As "normais" pedem mudanças, mas elas mesmas não mudam. É fácil criticar a mídia, mas após ler a Glamour, as "normais" correm para a Boa Forma, que traz na capa mulheres inatingíveis.

Na semana passada, uma leitora aqui do Depois dos 25, a Ana Santos, deixou um desabado de fácil identificação:

"...Por mais que eu tente me convencer que o padrão social imposto é cruel, que eu preciso me aceitar como eu sou, nem sempre isso funciona como deveria. É difícil para mim, conviver com os muitos quilos a mais. São seis anos brigando com a balança e com a terapia... Eu vejo as fotos antigas em que a ansiedade não havia dominado meu manequim e me pergunto como permiti que isso acontecesse. Talvez você me encontre um dia e diga “ah, mas você nem é tão gorda assim”, mas a questão está no que o espelho aponta pra você (e a balança também).

Juro que eu queria ser uma pessoa bem resolvida, minha terapeuta ficaria super orgulhosa disso, tenho certeza, mas não dá, ainda não ‘evolui’ a este ponto... Brinco com o fato de vestir mais do que os aceitáveis 42 do “Esquadrão da Moda... o mundo precisa mudar a “ditadura da forma de iguais”. "

E nossa guerra com "o" espelho continuará, enquanto "Déboras Seccos" estamparem a capa da revista todos os meses e mulheres normais só aparecerem na época da Páscoa ou escondidas na página 194.

Por isso... Fica a pergunta já que a Páscoa vem ai: Dá para ser gordinha, "normal", bonita e feliz? Ou só estamos forçando a barra?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Enriquecer, curtir, comprar. Viagem, por que investir nela?


Ano passado...

- Ai... não sei... O armário da pia da cozinha está para ficar pronto tem uns 8 anos...
- Compre a passagem, agora!
- Seu pai vai me matar...
- Compre!

Quarta-feira...

- Menina! Como esse ar é diferente! O ar desse Duty Free é mais leve, não é não?

Minha madrasta e meu pai embarcaram para Madrid, Paris e Londres na quarta-feira. Detalhe? Tudo foi feito pelas costas dele, porque por ele ninguém sai de casa. Outro detalhe? Não falam muito bem nenhum dos idiomas.

- Mas eu já sei o que vou dizer se tiver dúvidas - ela disse. - Can I help you? - Quase morri. Melhor confiar no inglês do meu pai.

É a primeira viagem internacional dos dois. Porque, como diz meu pai, ir a Argentina não é sair do Brasil. Tem mais argentino no Cristo Redentor do que na Rua Florida.

Tem gente que pensa que eu tenho uma árvore de One Million Dólar no meu quintal que se renova diariamente e, por isso, eu posso viajar o mundo sem fazer escolhas. Não. Não tenho. Eu fui a primeira pessoa da minha família a ir para fora. Gerações e gerações que nunca souberem nem que a Terra é redonda.

E assim, muita gente deixa recado e manda e-mail perguntando: "Como você faz para viajar tanto?" Elejo prioridades. Viagem, você só precisa fazer uma única vez, porque depois que você sente o tal “arzinho diferente” do Duty Free, danou-se. Você percebe que ver o mundo ao vivo é muito mais legal do que no computador. Que você volta melhor para o marido, para o trabalho. Sua vida rende muito mais.

"Mas você me diz para ficar em casa sem o armário da cozinha?" Não! Ou sim. Se você morrer amanhã, em dois meses outra está dentro da sua adorada casa e seu filho vai estar chamando ela de mamãe. Desculpe, mas é a lei da vida, ladies. E sabe aquele brinquedo? Seu filho nem vai lembrar. Mas de um passeio juntos ele vai guardar eternamente no coração.

Viagem abre tanto sua mente, que você vai voltar tão renovada, que vai render mais no trabalho e vai ganhar o dobro do necessário para o armário da cozinha. Confie, simples assim. Não tem como não voltar disposta a enriquecer, após uns dias em NY, nem que seja só para ter dinheiro para voltar lá e morrer de comprar.

Eu preciso do "arzinho diferente" para me renovar, ter novas idéias que me façam ganhar mais dinheiro e felicidade. Mas dizem por ai que eu sou diferente... Eu não posso casar com meu namorado, porque sou casada com o mundo e bigamia é crime no Brasil... Assim... Enriquecer, curtir, comprar. Viagem, por que investir nela?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Paula Pfeifer. Autoestima! Onde está a sua?

Semana passada eu assistia a um programa no Discovery H&H onde a mulher mudava 5 coisas que odiava em si mesma. Um dos problemas eram manchas nas costas. Mas, quando ela mostrou ao médico, a própria apresentadora disse: mas é só isso?

Fiquei chocada. Minhas costas são manchadas de espinha, 50 vezes mais do que a da moça. E eu nem ligo. Mas tenho uma cicatriz no corpo que me faz até nem olhar para o espelho na área em que ela está.

Criamos um cenário macabro e nos odiamos por ter tal parte do corpo "imperfeita". Damos uma atenção exacerbada.  

Mas, e se você tivesse uma deficiência? E se não ouvisse?

Ainda não estudei psicanálise o suficiente para ter uma resposta, por isso achei melhor buscar um exemplo inspirador para curar a minha e a sua loucura. Paula Pfeifer é dona do Sweetest Person, um blog de moda e beleza super badalado e, com certeza, você nunca notaria a sua deficiência.

Não sei o que aconteceu comigo de uns tempos pra cá, mas cheguei num ponto da vida em que a opinião dos outros a meu respeito não me importa mais. Tenho consciência de que a vida é curta, de que posso morrer amanhã. Não perco tempo com momentos de baixa autoestima. Mas claro que já passei por isso e de vez em quando tenho as minhas recaídas.

A surdez é 'natural' pra mim. São 'os outros' (como chamamos na antropologia) que se sentem incomodados. Tipo isso de 'será que ela está fingindo que é bem resolvida?'.

Tenho plena consciência das minhas limitações em função da minha deficiência, mas meu foco não são minhas limitações, e sim o que consigo fazer, o que faço bem, o que quero realizar. Foco nisso e toco o barco. Estou lendo o livro sobre a vida da Helen Keller, que era surdocega. Como posso me sentir mal ou reclamar da vida se alguém como ela via beleza em tudo e superou obstáculos que nem ouso imaginar superar?

Se estiver sem aparelhos auditivos, escuto meu cachorro latindo se ele estiver do meu lado. Mas não escuto campainhas, telefone, TV, nada. Tenho surdez bilateral de caráter severo. São 5 graus e estou no grau 4. Com os aparelhos chego ao grau 2. Escuto até o tic-tac da seta do carro. A única coisa que não faço é falar ao telefone, 'escuto, mas não entendo'.

Balada é tortura chinesa. Não se pode fazer leitura labial, o aparelho amplifica demais todos os barulhos horrorosos.

A surdez é uma deficiência invisível, ninguém me olha e adivinha que sou surda. E quando a pessoa descobre, só quero que ela pergunte como pode me ajudar a entender o que ela diz, se preciso for. Tem gente que acha que começando a falar aos berros ajuda. Na verdade, só preciso que ela articule melhor os lábios ou fale pausadamente.

Meu lema é viver um dia de cada vez."

O defeito de fábrica ou imposto pela vida está lá. O espelho, o julgamento do outro e o nosso, também. Mas, diante de uma aula dessas, só resta uma coisa a fazer... Paula Pfeifer. Autoestima! Onde está a sua?
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