segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Por que perguntamos se já sabemos a resposta que queremos ouvir?

Ana Maria Braga mudou o corte do cabelo. Em seu blog, no dia 06/11 perguntou ao fim do post:E claro, a grande novidade, meu novo cabelo. E me digam: gostaram???
Beijos e até mais,
Ana Maria


As respostas estavam divididas. Muitas dizendo: volte correndo ao seu cabelo anterior, envelheceu, perdeu sua marca registrada.

No vôo, ontem, de volta para o Brasil, senti uma dobrinha na barriga. Sempre emagreço nas viagens. Ando demais, como de menos. Mas desta vez foi diferente. Almoçava e jantava fastamente, pouco caminhava.

- Quantos quilos acha que tenho que emagrecer?
- Meio quilo! – meu namorado respondeu.
- Por que?

O que eu queria ouvir?
- Nenhum, você está um palito (mesmo eu sentido o tecido adiposo brigar com a minha calça).
O que a Ana Maria queria ouvir?
- Que o cabelo ficou lindo! Guardem as respostas verdadeiras para vocês, porque se ela não achasse que está maravilhoso não teria aparecido assim.

Por isso... andei pensando... Por que perguntamos se já sabemos a resposta que queremos ouvir?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Elegância e educação, dinheiro nenhum compra?

Marta Medeiros escreveu um ótimo texto muito difundido na internet chamado “Elegância”. Nele ela fala das pessoas que possuem uma elegância natural, sem afetação, quase sinônimo de mínima educação.

Não estou mais no Chile, estou em Mendoza. Uma linda região cheia de vinícolas e gente cheia de dinheiro disposta a pagar bastante por ele.

Esta não é uma das minhas típicas viagens onde sempre vou para locais onde quase ninguém quer se aventurar. Resolvi ficar em hotéis bons, caros, fazer passeios de puro descanso e acordar tarde. Tudo isso em nome de uma viagem de um mês pelo Oriente Médio em abril.

Hoje pela tomava café e fui pegar o suco. Uma mulher queria o gelo e meteu a mão dentro da jarra. Fiquei pasma e falei, em português, que ela era uma porca e umas coisinhas mais. Ela não entendeu, mas me olhou de cara feia por ter entendido que não disse algo bom.

Ela colocou dois pães na torradeira e com preguiça de esperar, pegou mais duas fatias e começou a comer.

A coordenadora do tour dela chegou. Víamos a Van cheia de gente esperando por ela e mais duas em sua mesa.

- Vou terminar de tomar meu café e só depois me levanto.
- Então pode tomar com calma, porque não podemos te esperar – a guia disse com um sorriso e deu as costas.

Rapidamente ela e suas companheiras engoliram a petulância e saíram correndo largando toda a comida para trás.

Alguns minutos depois o restaurante começou a cheirar a queimado. Uma fumaça horrível. Eram os dois pães que ela havia dispensado e não se deu ao trabalho de tirar da torradeira.

Nunca vi isso nem nos hotéis mais baratos que já fiquei na vida.

Por isso, enquanto o cheiro de queimado invadia meu nariz, fiquei pensando... Elegância e educação, dinheiro nenhum compra?

domingo, 1 de novembro de 2009

A quem dar vida nesse dia de finados?


Dia 02, dia de finados. Se não tenho parente algum que precise de flores no cemitério é apenas mais um feriado. Uns curtem a praia. Outros aproveitam o dia para ficar jogados no sofá ou lendo um bom livro. Outros arrumam a casa.
Mas não está morto apenas quem está debaixo da terra.

Temos um cemitério particular dentro de nós. É nele que estão os sonhos que vão sendo enterrados com nossas próprias mãos.

Estou no Chile. E ontem vi uma muçulmana toda coberta passando por mim. Lembrei do meu sonho de aprender árabe e o coveiro do meu cemitério disse: “Ah isso é coisa do passado...

Opa! Quem manda nesta difuntaiada sou eu!” Respondi sem perceber.

Neste cemitério interno temos o privilégio e poder de dar vida a um sonho e desenterrar desejos que jazem a mais de sete palmos abaixo de uma terra jogada por nós.
Talvez este dia de finados seja um dia para selecionar o desejo enterrado injustamente por nossa preguiça de buscar a realização. Selecionar o sonho que merece uma segunda chance. Dar vida ao que não deveria estar morto.
Por isso, mais do que um dia para quem já se foi, este pode ser um dia para trazer de volta quem não deveria ter sido enterrado covardente por nós.
Assim... penso que é um bom dia para pensar... A quem dar vida nesse dia de finados?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Estamos nos tornando mostros de frustração?

Sapato Prada, calça Diesel, Ipod, laptop, carro importado, roupas, sapatos, bolsas, TV de plasma, plástica, academia, celulite free!

No consultório de um médico passava Márcia Golsdshimit. Não dei muita atenção, mas parei de ler meu livro quando ela começou um acalorado discurso sobre a importância de dizer não às crianças e adolescentes, porque os pais pensam que satisfazendo suas vontades ficarão todos felizes e gratos. Nada disso.

A criança cresce e a comida que podia ser ingerida em abundância, agora tem que ser controlada porque não pode ficar acima do peso se quiser ser aceito. O sapato da moda já é caro demais para caber no orçamento e o brinquedinho agora é um carro de verdade.
Vemos adultos tontos vivendo apenas para consumir e fazemos isso sem perceber porque desde pequenos são adestrados pela mídia e incentivados pelos pais a pensar: preciso disso.
Arte, história, cultura já não têm mais valor porque não levam à admiração do vizinho como um celular de última geração traz.

Antes, era admirado quem era culto, quem sabia falar de arte, agora é o camarada que viu o vídeo da menina gritando para que um tal de Pedro devolva seu chip.

Uma família americana forjou a história de que o filho estaria dentro de um balão, só para aparecer na TV e, de alguma maneira, ser enxergada em uma sociedade cada dia mais cega, não só para os outros, mas para si mesma.

A evolução da sociedade tem seu valor, mas seu avanço é tão sem rumo que faz o próprio ser humano perder qualquer nesga de dignidade.

Por isso, desde que ouvi Márcia falando fiquei pensando... Estamos nos tornando mostros de frustração?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Maconha: uma erva natural ou o primeio passo para o abismo?

- Tive uma alucinação! Depois de tantos anos usando maconha foi a única vez.
- E por que parou?
- Porque agora sou pai, né? Tenho responsabilidades, não é compatível. Mas se fosse legalizado eu fumaria.

- Acho que não tem que legalizar.
- Cigarro e álcool são piores que a erva.
- Não justifica. Agora que fecha-se o cerco aos fumantes e todos sabem o mal do álcool, vamos legalizar a maconha por que? Em nome de quem?

- Se legalizar eu volto a usar – insistiu.
- Você ia achar natural ver sua filha fumando isso? – apontei para a falante menina de 3 anos.
- Claro! Eu fumaria com ela!
Este é um amigo médico de 38 anos. Encontrei-o por acaso num restaurante com a esposa ea filha. Conversamos por horas até chegarmos ao polêmico assunto.
No fim de semana um rapaz matou uma jovem enquanto fumava crack. O pai dele vai para a televisão dizer que os pais têm que ser menos hipócritas e intervir quando o filho ingere bebida alcóolica, porque foi assim que seu filho começou.
Estudos mostram que a primeira droga utilizada pelos jovens é a maconha. Eles não vão direto ao crack.
Um grupo musical canta que deve-se legalizar já! Porque uma erva natural não pode te prejudicar.

O fumantes estão sendo excluídos da sociedade, campanhas mostram que a bebida destrói lares.
Me pergunto se as pessoas que defendem a maconha nunca viram a cara deprimente de Amy Winehouse. Como ela começou? Isso não vem ao caso...
Mas, pensando que se todo mundo que fumasse maconha fosse para drogas mais pesadas metade o planeta estaria drogado...
Por isso, andei pensando se continuo na posição de achar que droga é a degradação do ser humano ou se devo ser mais leve refletindo...: Maconha: uma erva natural ou o primeio passo para o abismo?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Casar cedo é bom ou ruim?

Estava assitindo um vídeo da esposa do Kaká pregando na igreja em Miami, onde ela comentava algo como: dizem que casei cedo e que estou perdendo um monte de coisas. Mas o que? Bebidas, cigarro, festas?

Vinte e poucos anos é uma fase de muitas descobertas não só de drogas como a senhorita argumentou. É a fase de saber quem você é e do que é capaz. É nessa fase que começa a descobrir quem você é como ser só, sem a sombra de pai e mãe para dizer o que deve ser feito. É um exercício diário.

Alexandre Pato, um grande jogador de futebol de 20 anos de idade brilhou no domingo nos gramados. Há alguns meses, casou com Stephany Brito, atriz Global de 22 anos.

Quem já passou ou vive um longo relacionamento sabe da importância de saber quem você é exatamente para que consiga delimitar seu espaço na relação, para ter a sapiência de lidar com brigas sem se anular. Sabendo que se aquele relacionamento acabar você sabe conviver consigo mesma.
Quem já fez intercâmbio ou morou sozinha sabe como é importante saber até onde você pode ir contando apenas consigo mesma. É difícil, mas indispensável.

Vinte e poucos anos é uma fase de liberdade que não será experimentada nunca mais. Não são para cuidar de roupa de marido, empregada, choro de neném, brigas, coisas que você terá a vida inteira para experimentar.
Casamento é muito bom. Porém é preciso saber que é mais sabedoria que amor.
Tirando a parte de que cedo ou tarde é relativo, estou falando aqui de antes dos 25, ao menos.
Há uma imaturidade nítida e ingênua nos olhos de quem ainda está nesta fase. Pensamos que conhecemos o mundo como a palma de nossas mãos.
Por outro lado quando o amor bate... às vezes, não dá para esperar... E a vida não faz mais sentido sem o ser ao seu lado...
Por isso, fiquei aqui pensando... Casar cedo é bom ou ruim?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Dá para ser feliz assim? De verdade?

Segunda é um dia de segunda. Ao menos para mim.
Por todos os motivos mundiais, esse dia me incomoda porque acordo muitas gramas acima do peso.

Semana passada um debate discutia uma velha história: dá para ser feliz com a balança tão pesada?

Até as próprias gordinhas se contradiziam. Uma era Miss das cheinhas e dizia que convivia com peso porque ele trazia fama. Em uma entrevista a Revista Quem, Fabiana Karla, intérprete da Doutora Lorca, uma nutricionistas as avessas, diz que está estudando a possibilidade de fazer redução de estômago.

Felicidade vem de dentro. Nem vale perder tempo discutindo isso. Quanta gente macérrima não tem idéia do que é um sorriso largo? Cheira chocolate ao invés de comê-lo como se fosse uma criminosa.

Mas, apesar de tudo o que a magreza traz de privações, não há anda como entrar numa calça jeans e não pular nada.
Mesmo assim, muita gente levanta a bandeira de que é feliz com o próprio corpo e que o prazer da comida compensa. Ano passado estava dando uma palestra num Shopping da Barra no Rio e Fabiana estava lá com a filha. Às onze da manhã ela devorava uma porçao gigante de batata frita.
Fiquei com inveja de tanta felicidade. Não faço dieta, mas comer aquilo sem culpa parecia parque de diversão. Assim como no fim de semana quando como até parede.
Por isso, toda segunda-feira me pergunto, ao olhar para pessoas felizes como Fabiana Karla: Dá para ser feliz assim? De verdade?