quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Por que ter filhos compensa as privações e o esforço?

Hoje de manhã peguei uma carona com um médico. Iniciando a carreira, 28 anos de idade e um discurso pronto desta geração: eu não quero ter filho.

Ainda criança aprendi: filhos melhor não tê-los, mas se não tê-los, como sabê-los?

Como em toda sociedade, o ser humano busca o que é valorizado e ter filhos não é algo do qual as pessoas te aplaudem por ter. Te dão os parabéns e quando viram as costas dizem: coitada, agora começa sua jornada!
Os amigos desaparecem e você já fica meio de lado quando seus melhores amigos de festa já deduzem que você não poderá comparecer.

Acho absurdo quando ouço alguém dizer que não quer ter filho, mas eu mesma estou na fila das que não têm a mínima intenção de sabê-los. É como se deixasse para os outros a estafante tarefa de criar um ser humano que é uma graça quando pequeno, mas que só dá trabalho e ingratidão quando adolescente.
Como disse o jovem médico: vejo meus colegas médicos mais velhos, se matando de trabalhar para manter os filhos na faculdade! Não quero isso para a minha vida!
Dando uma lida em uma Caras de umas semanas atrás, vi a Harley Berry dizendo que antes da filha ela imaginava que o mundo girava em torno de carreira e dela mesma e que agora ela entende que há muito mais.
Pensar em nós mesmos, o tempo inteiro é sufocante. Mas parece que não é o suficiente para que a nova geração tenha a vontade de ter filhos.
Mas logo me veio a frase de uma amiga: você pode passar a vida inteira sem filhos, mas não deve. Ela só não me respondeu: Por que ter filhos compensa as privações e o esforço?

26 comentários:

Lucia Cintra disse...

Pra mim e meu marido, nao compensa de maneira alguma. Nao queremos ter filhos, pois apesar de nao termos nem um pouquinho de vontade de ser pais, nao queremos ter esse tipo de vida. Eu sinceramente nao nasci com um instinto materno (a nao ser pra animais).

As pessoas podem (e vao) falar o que quiserem, ja ouvi de tudo e eh incrivel a falta de respeito com a decisao dos outros, mas nao eh um filho que vai completar minha vida e me satisfazer como mulher ou individuo. Cada um sabe o que eh melhor pra si e um filho com certeza NAO iria me fazer feliz.

bjos

Isadhora disse...

Meninaaaaaa...
essa é a pergunta que eu sempre fiz pra minha mae e pra todas as pessoas que me cobram "quando vc vai ter filhos?"...

Gente... eu ainda nao vi aonde compensa!!!!

devem ter momentos muito bons... mas 85% é só preocupaçao!!!!!!!!!!!!!
pra que eu quero isso pra minha vida??

sem contar que a vida nao é facil pra ninguem...
e sabendo disso, vc acha que eu vou colocar um filho no mundo já sabendo dos problemas básicos que ele irá enfrentar??

eu já o amo mesmo sem te-lo concebido!! e por isso, nao o coloco no mundo! kkkkk


AMEIIII esse post!

Paula disse...

A maternidade é linda sob vários aspectos, mas inconciliáveis com outros, ainda que de forma relativa.
Acho que existe uma justa medida e que as pessoas que sentem a vocação da maternidade pulsando em si mesmas, devem procurar alcançá-las.

Rejane disse...

Acho que um fator que faz muita gente pensar em não ter filhos é olhar para aqueles que os tiveram muito cedo e, por isso, abriram mão de muita coisa.
Ma(Pa)ternidade é algo fabuloso, principalmente quando é muito bem planejado, considerando-se tempo, dinheiro, expectativa etc.

Laura disse...

Ter um filho pode causar inumera transformações, ou não. Isso depende de cada pessoa, de cada caso.

Conheço pessoas que não mudaram nada depois da maternidade e outras que parecem ter nascido novamente.

Não gosto de como algumas pessoas são tão "militantes" e imperativas quanto a necessidade de ter filhos e principalmente da quantidade. Pq nao basta ter um, na cabeça de muitos familia feliz é familia numerosa.

Abraços

Devathai disse...

Compensa? o.O

Bia Mendonça disse...

Eu sempre tive vontade de ter filhos, achavam que a vida era isso. Agora nao tenho mais tanta certeza...
Não é todo mundo q nasceu pra ser mãe, e sinceramente, quem não nasceu pra issoe percebeu, está certo em não ter filhos. Eu ainda não descobrir se está em mim, mas no momento estou longe de saber!

bjs

Nancy disse...

Seu blog é maravilhoso...keep up with the good work...esse assunto é polemico. Eu nao sinto vontade tb nao, e a cobrança de quem tem filhos é enorme, o pessoal nao se manca, e fica pergutando quando vamos ter, um saco. Mas adoro a minha liberdade e a sociedade de hoje eu acho super preocupante.
Bjs
Nanci
xxx

Jane disse...
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Jane disse...

Ontem mesmo esse assunto surgiu em conversa com uma amiga. Ela foi mãe aos 19 anos, hoje sua filha tem 8 anos. Ela me falou q pensa em ter o proximo filho daqui 5 anos e me perguntou qd eu vou ter o meu.
Eu respondi: - Uma coisa de cada vez, primeiro eu penso em me casar e depois estudamos (meu marido e eu) a ideia de ter um filho, talvez daqui uns 5 anos, quem sabe...
Ela respondeu: - Daqui 5 anos, vc ja estará com 34! Com qts anos pensa em ter o segundo, então?
Até achei graça da preocupaçao dela. Como se ter filhos fosse obrigatório.

Acho que um filho envolve responsabilidade e cuidados que se estenderão por mt tempo, mas com certeza ter um filho traz emoçoes e faz aprendermos coisas que só tendo a pessoa pode sentir e saber.
Eu já tive uma vontade imensa de ser mãe, hoje eu penso mt mais no suposto filho, e em como seria nossas vidas depois dele e o desejo de ser mãe está adormecido em mim.

Anônimo disse...
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Ivana disse...

Eu quero ser mãe. Não penso nas "compensações" ou no esforço, apesar de saber que trazer um ser humano ao mundo (principalmente o de hoje) é uma puta responsabilidade. Mas a expectativa de sentir este amor, esta conexão, me faz pensar que vale a pena, apesar do desafio. Porém, hoje, aos 36 anos, tento a dois anos e não consigo. Muitos "quereres" estava na frente desta na minha lista de prioridades... Qdo consegui o que julgava necessário, faltava o pai... Agora que tem o candidato a pai, o corpo já não responde mais... Que fazer? Talvez, para mim, aceitar o fato de que NÃO SEREI MÃE não seja mais uma questão de opinião ou opção. Paciência.

Luciana Håland disse...

Acho que ou eu ou outras não entedemos a questão do post. Você afirma que ter filhos compensa as privacões e o esforco e pergunta por que, não foi isso?
Bom, não sei se compensa alguma coisa, para uns pode compensar e para outros não. Eu não quero ter filhos e meu marido também não, e nem tem nada disso de investir em carreira ou coisa parecida, somente não temos essa vontade. Para quem resolveu ter, de repente compensa as privacões, claro.
Conheco gente que não quer ter filho e não vai ter, gente que teve por causa da pressão, gente que ainda não sabe se quer e tá resolvendo, gente que teve e tá feliz, gente que tem e pede socorro. Conheco gente que me questiona porque não quero ter, que teve mas não segurou a barra quando a crianca era pequena, largou com os pais e foi viver outras experiências, mas me cobra esquecendo o passado, e por aí vai.

Bom, discordo de uma coisa, você diz que o ser humano busca valorizacão e que ter filho não valoriza, mas não vejo bem assim, pelo contrário, ter filho gera status, as pessoas tem filhos para mostrar que tem, usam os filhos para competicão, mostrar o que pode dar, a educacão escolar que está proporcionando, conheco gente que até resolveu ter filho somente para näo ser excluída de um grupo.
Quando a gente passa dos 30 e decide não ser mãe, vem toda uma cobranca da sociedade, exatamente porque a sociedade valoriza a procriacão, é como se fosse a coroacão do bem-sucedido, e se a gente não tem, as exclusões também comecam, canso de ouvir o tal "é programa de crianca e mães/pais", o que não ligo, porque corro dessas programacões mesmo. Mas muitas mulheres se sentem inferiores com isso, excluídas e correm atrás para fazer parte, ou seja, resolvem ser mãe (acontece com homens também).

Mas talvez por você ser mais jovem, e com amigos solteiros, aí a coisa deve ser assim mesmo como você falou, porque lembro quando solteira, muitas vezes preferíamos (minha turma) não convidar as que já eram mães, e mais porque elas levavam os rebentos. Bom, lá pras tantas (depois dos 30 e poucos) o quadro muda.

Para mim não compensa essas privacões e o esforco, a responsabilidade, as despesas, porque realmente não tenho esse instinto, essa vontade de ter filho.

Beijo

Lucia Cintra disse...

Ja conversei e troquei mts ideias sobre o assunto com a Lu Haland acima e assino embaixo do que ela escreveu. Talvez colocou o que penso e sinto a respeito de uma melhor maneira.

Anônimo disse...
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Carolina disse...

Olha,acho que filho é uma opção. Sua e de mais ninguém, se casada, juntada ou prod. independente, o importante é que seja de comum acordo com o respectivo (a) para satisfazer ambos.
Sou mãe de uma adolescente de 16 anos e nunca me passou pela cabeça que seria mãe até me ver na situação, não planejamos, aconteceu, mas antes de acontecer não pensava em criança e pra ser sincera nem olhava para elas. Pasmem, sou apaixonada pela minha menina-bancando-mulher e ela é um grande barato na minha vida. Por mais clichê que seja, acredito que aprendi mais com ela do que ela comigo.
Não vejo a minha vida sem ela, é um grande divisor de águas. Mas isto não me impede de ter dias que é um saco e dias que só de olhar pra ela babo de amor. Somos humanas, não máquinas de liga/desliga. Não se exija tanto!
Mas concordo com a Lúcia Cintra e acho que instinto maternal não se nasce com ele, se constrói ou não. Conheço pessoas que nunca foram ou serão pais e nasceram pro negócio e vejo pais que não tem o mínimo jeito com filhos.
Vai saber? É uma escolha que uma vez decidida dever ser incorporada de corpo e alma pra que dê certo.
O que eu não curto é estas tais convenções qdo ouço alguém dizer assim:
"acho que tá na hora"
"olha o relógio biológico"
ou pior
"ai já estamos juntos há ...anos" só perde para aquelas malditas perguntas que me nego a fazer aos amigos e parentes há algum tempo juntos:
" qdo vocês vão ter os seus?!"
Isto pra mim é imposição, nada a ver com sentimento.
E posso te dizer que ser pais hoje não é uma tarefa fácil. Com certeza, é fantástico, mas requer muito querer antes de qualquer coisa.
Não basta ser pai tem que participar !
Eu curto muito, não me vejo sem ela, mas cada um faz o que deseja com a sua vida. E filho, com certeza, antes do lado divino é uma baita responsabilidade no mundo de hoje.

bjos meus

Carolina disse...

Em tempo:
Gostei do coment da Lucia haland. Muito bom. Concordo tbém com ela

Georgia disse...

Eu acho super importante a pessoa nao basear a sua felicidade na vinda de um filho. Assim como tb nao acho legal ter um filho para dar satisfacao a sociedade.

Filho é muito bom para quem o deseja, porque é um trabalho de cao. A gente nao tem durante muito tempo aquele momento sozinho com a pessoa que se ama; eles aparecem pedindo colo ou entao quando vc está toda linda prá sair descobre que o filho está com febre e ai vc tem que sair dos saltos e cair na real.

É difícil demais!

E se alguém nao se vê mae, entao é melhor nem ser.

E se você quer ser mae porque todo mundo na sua família o foi ou te cobra, vc nunca será feliz...

Um beijao

Anônimo disse...
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Mishal Zohaib disse...

Eu estava gravida de 3 meses ateh 20 dias atras mas infelizmente perdi meu bebezinho...

O que posso dizer sobre isso eh que, ateh entaum, eu nunca tinha tido esse "so called" instinto maternal..Sempre priorizei minha liberdade, meu trabalho e sempre achei um "pe no saco" ter que se privar de fazer tudo por causa de filho...POREM...Quando engravidei, algo mudou no meu coracao...Percebi que queria mto esse filho...e o tal instinto maternal veio a tona...

Entaum, eu acho que soh da pra saber mesmo, qdo passamos pela situacao...Eh como vc disse...Filhos, melhor naum te-los...Mas se naum te-los, COMO SABE-LO???

Te linkei flor...Parabens pelo blog e pelos topicos sempre pertinentes...:)

Bjusss

Claudia Acourt disse...

Varias facetas dos prós e contras de ter um filho foram pautas por varios leitores mas nao vi ninguem dizendo algo que, em muitas culturas, é natural.
Que tal a resposta: pq no final da vida serao com eles que iremos contar?
Moro num paìs onde a opçao por nao ter filhos è normal, e qdo tem è apenas um. Sabe qual o resultado? Um paìs de idosos solitarios.
Mas tudo è muito relativo. Sempre qdo se pensa em filhos pensa em coisas positivas, nunca nas negativas.
Tudo faz pensar em nao ter!

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Sonica disse...

Essa pergunta foi provocativa, e se tivesse sido feita há alguns anos, com certeza as respostas seriam outras. Esse novo "modelo" de vida não condiz com a "pre-ocupação" com filhos, é uma nova geração que está em vigência.
Muitíssimo interessante, parabéns!
Com carinho,

Anônimo disse...
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Jane disse...

Acabei de ler um post, que me talvez responda indiretamente a pergunta deste.
E resolvi passar aqui e deixar o link.

http://ostrigemeos.blogspot.com/2009/08/pai.html

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