sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

É possível aplicar o desejo de Penélope na vida real?

Penélope Cruz estampa a edição da Marie Clair deste mês com uma frase: "quero trabalhar menos para viver mais."

No livro "Equilíbrio" essa é a idéia. Porque é impossível alguém realmente viver passando a maior tempo da vida no trabalho e na cama.
Ok, as contas chegam. Mas a TV a cabo só vem porque você assinou, a parcela do carro também.

Tenho uma amiga que acorda todos os dias 6 da manhã, entra no carro, dirige por uma hora, em média. Entra as sete da manhã no trabalho e sai as 5 da tarde. Chega em casa umas sete da noite porque na volta o trânsito é maior.
Depois ela vai para a academia e agora nem isso porque estuda para concurso. Quando vive? De verdade. Viver mesmo.
A Cláudia, que mora na Itália, deixou por aqui um comentário falando de como mudou sua vida depois de conhecer uma filosofia de vida. Viver com menos, sem frustração. Pediu demissão e foi viver o sonho de morar na Itália. Com menos dinheiro, mas muito mais feliz.
Hoje estava falando com a minha avó:
- Ah... mais isso já tem 20 anos.
Nós duas nos olhamos. Como pode ter 20 anos? Como passou assim? Passou enquanto estávamos deixando de viver, enfiadas em preocupações, em trabalho, nos ocupando por obrigações que por vezes podem ser evitadas.
Por isso, para o fim de semana... andei pensando... Como querer não é poder... É possível aplicar o desejo de Penélope na vida real?

10 comentários:

Silvia disse...

Fácil para a Penélope Cruz falar isso, quero ver quantas pessoas que ralam 2 horas em um ônibus para ganhar um salário mínimo podem fazer isso...
É lógico que algumas contas somos nós que escolhemos, mas parte de "viver" é poder aproveitar certas coisas como poder viajar para onde a gente gostaria, conhecer novas culturas, experimentar um bom vinho. Não estou dizendo que é necessário se hospedar em hotel 5 estrelas e pedir o vinho mais caro, mas é bom poder se dar alguns prazeres de vez em quando.
Agora isso é para quem tem uma vida sem dependentes porque com filhos a história muda.
Agora eu não sei se eu teria um emprego público que pague bem e trabalhe pouco, mas que eu não gostasse nem um pouquinho só para ter dinheiro, acho que prefiro trabalhar com aquilo que eu gosto e me dá prazer.
Beijocas!

Anônimo disse...

É fácil dizer que não é possível. Acho que é sim. Mas tem que estar disposto a fazer o esforço porque tem que se privar de algumas coisas em troca de VIVER os dias ao invés de vê-los apenas passar.

Não chegar no fim do ano e dizer: como passou rápido! Nem vi!

Quero viver mais também.

Matilde Paixão

Bjo

Eraldo Paulino disse...

Essa história de acreditar no conto de que só se pode ser feliz com muito dinheiro, com muitos títulos, é o que faz muita gente acreditar que não é possível viver com pouco.

mas o amor é gratuito, o carinho é gratuito, o sorriso da mãe é gratuito, os primeiros passos de nossos filhos são gratuitos. Acabamos pagando para conseguir o que podemos conseguir de graça...

É muita coragem escolher viver com o que realmente importa, e, além disso, é mais inteligente, pois enquanto tem gente que tá lutando pra viver, tem gente que vive sem deixar de viver e vive sem deixar de lutar.

Carolina disse...

Acho que uma coisa está diretamente ligada a outra, trabalho e vida.
Precisamos é de equilíbrio. Sem ele vivemos na eterna corda bamba.


bjos e bom findi!

Ivana disse...

Concordo com a Silvia, que diz que esta filosofia não se aplica a quem ganha um (ou alguns) mísero salário mínimo. Isso é fato. Estas pessoas Já vivem sem o básico.
Agora, falando daquela minoria que ganha algum e que vive cheia de contas pra pagar, eu acho que é perfeitamente possível, o que não quer dizer que seja uma opção fácil. É preciso estar preparado para não ceder as constantes pressões do "ter" da sociedade, que tá se lixando pro "ser". Portanto, sempre há um preço a ser pago no final, mas realmente acredito que dá pra abrir mão de muito e ser mais feliz!

Ivana disse...

Concordo com a Silvia, que diz que esta filosofia não se aplica a quem ganha um (ou alguns) mísero salário mínimo. Isso é fato. Estas pessoas Já vivem sem o básico.
Agora, falando daquela minoria que ganha algum e que vive cheia de contas pra pagar, eu acho que é perfeitamente possível, o que não quer dizer que seja uma opção fácil. É preciso estar preparado para não ceder as constantes pressões do "ter" da sociedade, que tá se lixando pro "ser". Portanto, sempre há um preço a ser pago no final, mas realmente acredito que dá pra abrir mão de muito e ser mais feliz!

Cláudia Acourt disse...

Entendo o que a Penélope disse. É complicado pois significa escolher andar na contra-mao, quase inventar a roda tamanha a pressao externa para que continuemos no mesmo ritimo. Afinal, por que deixar um emprego em que tem mil pessoas se matando por aquela vaga? Por que abrir mao de um salàrio que muita gente nao tem e nem vai ter por toda a vida? Como se sentir bella se esta 10kg acima do peso? Como nao estressar com o transito qdo escolhe andar de bicicleta? Como è divertido olhar vitrine, achar lindo uma bota que custa €600,00 e pensar "eu nao sou idiota para pagar tudo isso num sapato" e, ainda, ficar com pena das pessoas que compram e de outras que nao tem como comprar e se lamentam. No final, mudar o rumo das coisas è descobrir que tem um pouco de controle sobre a propria vida. E isso è um sonho para qualquer mortal. Atè para uma artista premiada como a Penèlope que tem varias obrigaçoes, que para nòs parece divertimento, mas que para ela serve para sustentar o seu trabalho e cobrança ao nivel profissional que chegou.
De qualquer forma, independente das dificuldades, é possivel viver com qualidade trabalhando menos. Depende apenas das escolhas e o que se entende sobre qualidade de vida.
Baci

Cláudia Acourt disse...

Sobre este assunto lembrei-me de um depoimento, que li recentemente, e gostaria de compartilhar. Uma mãe dizia sobre a dificuldade de educar seus filhos dentro do senso de qualidade de vida, de forma real. Uma destas dificuldades esta a oposição da sogra, rica e centrada no consumismo capitalista, que não entende, e não aceita, as escolhas para seus neto. Como por exemplo: pq não fazem uma terça língua, pq não fazem um segundo esporte, pq manda-los um ano para África fazer um intercambio não para Londra ou Parigi, pq não dar de presente para a neta (de 11anos) bolsa Louis Vuitton. A mãe dizia que é difícil ensinar os filhos que felicidade não se vende/compra mas se conquista após uma descoberta prazerosa. Assim, para comprar algo que não seja realmente necessário, uma bota por exemplo, os filhos tem que doar dois outros sapatos em boas condições.
Filhos, muitas das vezes, são boas desculpas para deixarmos algumas coisas de lado, como a busca por uma qualidade de vida que envolva simplicidade. Afinal, o filho tem que estudar na melhor escola, fazer vários cursos, ter o PC mais veloz, roupas de marca etc. Incentivamos o consumismo nas crianças sem perceber que estamos ensinando um caminho rápido para a frustração.

Baci

Georgia disse...

É isso mesmo amiga, nos fechamos dentro de tantas desculpas como bom trabalho e deixamos de viver.

Parabéns pelo post.

Bjao

STÉFANI LOLLI disse...

Bom... Estou comentando não muito pela matéria e sim pelo livro. Uma ótima dica para mim, uma adolescente eufórica, rsrsrs... Comprarei-o mais rápido possível. A leitura é minha maior paixão. Também tenho um blog. Se puder dê uma olhadinha, é super legal! Amei o seu. Beijos.

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