sexta-feira, 10 de junho de 2011

Você iria tão longe por amor?

Dia dos namorados chegando e as histórias de amor se repetem por aí. Mas essa me chamou a atenção.

Algumas mulheres aceitam casar com um estrangeiro,  contando que esse estrangeiro tenha um passaporte europeu ou americano.

Mas e quando o amor grita seu nome vindo do Paquistão? Carol era uma jovem brasileira que conheceu um paquistanês pela internet. Decidida a ficar com ele, embarcou para o país sozinha. Passou uns dois meses lá. O rapaz, tão jovem quanto ela, não tinha como sustentá-la. Ela voltou para o Brasil decidida a casar com ele.

Quando a conheci pessoalmente, há uns dois anos atrás, ela estava aguardando o resultado de uma prova de seleção da Emirates. Isso mesmo. Para ficar ao lado do seu amor, foi morar em Dubai. Virou aeromoça e, semana passada, realizou o seu sonho, casou com o seu paquistanês...

"Eu cheguei ao Paquistão no dia 01 de junho, Waqa (o noivo), uma prima e um primo foram me buscar no aeroporto de Islamabad. Eles me deixaram na casa da Everyn (brasileira casada com paquistanês). Foi super bacana ter ela por perto, muito mais que isso foi um super alívio!

No dia seguinte aconteceria o Nikkah que é o casamento religioso e quando eu veria toda a família dele incluindo a mãe depois de quase 5 anos juntos. Outra coisa de ser excelente de ter a Everyn é que ela é uma excelente maquiadora. Todo mundo elogiou a maquiagem.

O Waqas foi em um carro com o marido da Everyn que era uma das minhas testemunhas e eu fui em outro carro com a sogra. Aquele constrangimento... Sou tímida e não estava nada confortável. Ela começou a puxar papo e foi tranquilo até que.... Ela disse que tinha me dado um nome novo! E, segundo ela, algumas pessoas iriam me chamar de... Mariam, de Maria, mãe de Jesus... Eu fiquei chocada e detestei.

Meu nome é Carolina nome que meus pais me deram. Fiquei segurando o meu choro e não consegui dizer nada, até que ela disse que meu lenço (hijab) era muito curto e por isso ela tinha trazido uma duppatta para eu usar na cerimônia.

Aquilo foi me consumindo por dentro muita raiva. A duppatta era velha e fedida e não combinava com a roupa lindinha que eu estava vestindo e o lencinho de flor que eu estava no pescoço, eu disse que não usaria.

Ela ficou quieta até que... Quando a gente saiu do carro ela pediu para a cunhada dela falar comigo e disse que eu tinha que me cobrir na frente do Mulá (que realiza essas cerimônias, um sheikh) eu estava quase chorando.

Coloquei a duppatta e já me sentia sufocada, eles queriam tirar foto, mas eu já estava surtada e disse:

- Não com esse traje! Ela ficou chocada.

Ficamos esperando mais de 2 horas, porque o Mulá disse que num sabia realizar uma cerimônia entre cristãos e muçulmanos. Os homens ficaram do outro lado da sala discutindo e eu lá embaixo daquele monte de pano suando, tendo que aturar aquelas a família e a sogra falando em urdu achando que eu não estava entendendo. Ela falava sobre religião, de quando a gente tiver filhos, que ela espera um dia que eu me converta. E eu quase chorando. Até que o Mulá desistiu de fazer nosso casamento, não tinha o formulário para não muçulmano.

- Eu vou fazer esse casamento! - o tio dele que é Mulá disse.

E foi o que nos salvou. Fizeram o só o casamento verbal porque o contrato teria que ser feito depois com todos os detalhes, o casamento foi somente assim Carolina filha de ... você aceita como seu marido Waqas filho de ... 3 vezes me perguntaram isso e a ele também, depois ele fez uma prece e todos dizem Mashallah e te abraçam dizem parabéns e bem-vindo a família, o que foi um super alivio, tirei aquela duppatta horrivel e tiramos fotos.

Durante o pronunciamento a quando disseram Carolina, a mãe dele soltou Mariam, e ele já logo corrigiu. Porque eu já havia mandando um sms para ele contando que estava odiando o que a mãe dele estava fazendo comigo. Ela quase arruinou tudo.

Depois do Nikkah, eu não pude fazer Henna, pois teria que trabalhar em breve, o mamoo dele (irmão da mãe) organizou um mini mendhi na casa dele. O mendhi é assim: música, comida, a família canta e dança e teria que então fazer a henna nas mãos para o próximo dia que seria o Valima.Foi divertindo, me cumprimentaram, sai feliz."

Eu sou muito racional em relação ao amor, mas me emociono com pessoas que vão em busca do amor onde ele estiver... Por isso, quando vi as fotos do casamento da Carol fiquei pensando... Você iria tão longe por amor?

32 comentários:

♕Miss Cíntia Arruda Leite ღ disse...

Amor é uma coisa muito louca mesmo, fazemos coisas que juramos jamais fazer e as vezes nos subtemos a situações julgadas por outros. Mas acredito neste sentimento e acho que entre duas pessoas, que se amam de verdade, se admiram e se querem bem, tudo é válido!
Espero que essa brasileira seja muito feliz com seu marido e que os sorrisos sejam diários!

beijos

Erika Mello disse...

oi flavinha... eu abri mão do meu amor pq a situação toda à volta dele ficou insustentável... ele vivia no estrangeiro e além de cultura diferente, a família dele (principalmente mãe e irmã) eram umas bruxas que morriam de ciúmes do filho e irmão e que me fizeram a vida negra... ele, ainda novo como eu ficava sempre no meio do campo de batalha, acabando muitas vezes por não ter a cúmplicidade comigo que é tão necessário num relacionamento. hoje, sofro por ter perdido o meu amor, mas nao sei se seria feliz num lugar longe da minha família e amigos e aturando a família impossível do marido... como dizem que o tempo cura tudo, espero que ele me traga a paz no coração de poder seguir em frente, tira-lo da minha cabeça e encontrar um amor LEVE... amores pesados acabam por nos tornar em pessoas pouco saudáveis... quero um amor bom, leve e descomplicado. beijoooos

Lis Alves disse...

Olha,eu não sei se faria muita coisa absurda,kkkkkk.
Já briguei com familia por causa de namorado,enfrentei todo mundo e no final me dei mal,kkkkkkk
Até que achei meu amor tranquilo,como dizia Cazuza e como a colega Erika procura, sem sobressaltos,sem família interferindo. Eu prefiro...
Mas a história da Carol é bonita.

Everyn Palhares disse...

Olha eu ai hihihi

Eu, assim como a Carol vim e nao me arrependi nem por um segundo...Foi a decisao mais acertada que ja tomei na vida =)))

Adorei o post..Carolzinha merece pq essa lutou horrores hein!

Bjus

Everyn Palhares

Lúcia Soares disse...

Não sei, Flávia! vai saber o que manda o coração!
Mas essas meninas que saem em busca de um amor em uma cultura completamente diferente da nossa, têm que se adptar a ela!
Se o rapaz viesse para o Brasil, teria que aceitar a família dela como ela é. Então, ela tem que aceitar e principalmente respeitar a cultura dele.
Entrar num relacionamenteo achando que se vai viver uma vida só a dois, é absolutamente irreal. A família vai no pacote, queiramos ou não.
Acho errado ela criar animosidade com a sogra já no primeiro dia!
O amado não vai poder ficar nem do lado de uma, nem do lado da outra.
Ficar em fogo cruzado é dar passaporte pra um casamento infeliz.
Nada vale a pena se o amor não for respeitado.
Agora, querer que uma "estangeira" entre na sua vida e que essa mesma pessoa que QUIS ENTRAR, passou por cima dos obstáculos para ir ao encontro do amado, chegue "botando banca" é sinal de problemas sem fim.
"Em Roma como os romanos".
Ela é que vai ter que adaptar sua vida ao mundo do marido. Não o contrário.
Ela é que é a "estranha no ninho".
Quanto mais cedo entender isso, mais feliz a Carolina e o amado vão ser.
Beijo!

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

CINTIA

Eu também espero que a Carol seja muito feliz! Aliás, todas as mulheres que tem a coragem que eu não tenho de se jogar no amor!

ERIKA

Essa frase merece destaque: "amores pesados acabam por nos tornar em pessoas pouco saudáveis."

Beijos

Pandora disse...

Sou uma pseudo-romantica, sou romantica com os outros, acho tudo lindo, apoio todos os namoros do mundo, mas para mim sou racional, primeiro minha vida profissional, minha independencia, depois o amor... Tenho uma teoria sobre o amor, acredito que não se pode viver de amor, mas se pode morrer com certeza... De maneira que não sei se iria tão longo por amor, possivelmente não, mas também não posso dizer nada com certeza, faz tempo que não me vejo apaixonada!!!

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

LIS

Essa é unanimidade, até no caso da Carol fica claro que "família" quando quer acaba com o relacionamento. O difícil é saber que nós também somos a família de um homem que em algum momento encontrará uma mulher que "roubará" ele de nós! rs

EVERYN

Ela entrou ainda antes de você, porque a senhorita está me devendo um post... Sobre o Paquistão... Lembra? rs

Beijos

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

LUCIA

Quantas vezes preciso mesmo dizer que adoro seus comentários? A voz da razão bem realista, assim como eu!

Essa frase que você disse é tão verdadeira:

"Entrar num relacionamenteo achando que se vai viver uma vida só a dois, é absolutamente irreal. A família vai no pacote, queiramos ou não."

O tempo mostra que nós, dentro ou fora do país, temos que nos adaptar! Não é só no caso da Carol. Porque o homem forma uma nova família, mas não deixa de fazer parte da anterior.

É cruel o que nós mulheres fazemo algumas vezes, deixando o homem dividido. Não estou defendendo eles, mas eles são meio "poias" quando estão nesse fogo cruzado, rs.

Beijos

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

PANDORA

Nem consegui destacar uma frase do seu comentário, precisaria reproduzi-lo por completo.

Razão, palavra de ordem.

No caso da Carol, quis reproduzir a história dela aqui, porque apesar de parecer um filme de romance, ela é bem racional! Apesar de que para algumas lutar tanto por um amor já é um ato de loucura, ela fez tudo de maneira que se não der certo, o que vai restar é uma história de aventura, porque ela não parou a própria vida.

Beijos

Carol disse...

oti fofaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa amei a homenagem
=) foi dificil e ainda vou relatar o pq foi tao ruim

Janaina disse...

Erika! Vc disse tudo, teu post me caiu como luva...rs
"...como dizem que o tempo cura tudo, espero que ele me traga a paz no coração de poder seguir em frente, tira-lo da minha cabeça e encontrar um amor LEVE... amores pesados acabam por nos tornar em pessoas pouco saudáveis... quero um amor bom, leve e descomplicado...."

Eu não iria tão longe, quanto mais longe, mais difícil a volta...
Beijos

disse...

Adimiro muito as mulheres que por um amor deixam seus pais,familiares para viver em outro país,ainda mais com uma cultura tão diferente como a do Brasil, admito que não faria, mas desejo que Carol seja muito feliz na sua escolha
Fernanda.

Clube da Franzinha disse...

Nossa, que coragem!
E olha que quem está falando é alguém que já viveu essa experiência.
Eu namorei virtualmente por 10 meses antes de nos conhecermos na Europa e hoje somos casados e esperamos nosso primeiro filho.
Minha história de amor será publicada no jornal da minha cidade nesse Dia dos Namorados e é reconhecida como um "conto de fadas do século XXI".
Confiram minha história completa neste domingo, que será publicada no meu blog.
Espero a visita de vocês, beijos!

Bia disse...

Tem que ter muito amor mesmo, pq com uma sogra dessa (que absurdo querer rebatizar a menina!) eu caia fora na hora!

Muito bom para ele que tem um marido que deu a impressão que tem a personalidade e não abaixa a cabeça para tudo o que a família quer!

bjs

Telma Maciel disse...

É... a Carol foi longe mesmo! As fotos estão lindas e ela foi realmente corajosa! É difícil pra uma mulher das bandas de cá se submeter a essa cultura tão diferente...
Eu aguentei umas barras pra viver o amor de hoje. Aliás, aguento ainda... Mas faz parte!!
Linda a história da Carol!!
Beijo

Desassossegada disse...

É a vida. Fui louca de amor (ainda sou, mas junto tenho raiva) fiz tudo por um paquistanes também. Procureu hotel, casa, empregro aqui. Perdi muito tempo, dias e noites, noites e dias..todos os dias, durante dois anos! Pq o homem errolou por dois anos que viria casar comigo e moraria no Brasil para ficar comigo.
Aprendi a cozinhar as comidinhas de lá que ele gostava etc etc... fiquei louca de amor aceitava tudo o que ele pedia...perdi amigos, briguei com a familia.. ele fez da minha vida um teatro. E hoje ainda amo tanto e odeio tanto por ainda amar um louco que tanto fez para me destruir.. ou destruiu... perdi a pureza de um amor que um dia acreditei existir. Fazemos loucuras por amor, e as loucuras verdadeiras e correspondidas tem mais chances de terem um final feliz. Espero esse do final feliz que seja o caso da Carol. Melhoras a todos.

Malu disse...

Sinceramente não iria tão longe, quando o amor confronta questões culturais não rola...eu vejo assim, primeiro vc se apaixona pela pessoa, após passar os anos ou vira amor ou acaba...
Quando a família interfere estraga a casamento, pois após casados já virou uma família....esse confronto de opiniões gera muitos desentendimentos...eu por exemplo não poderia me relacionar com alguém que goste de um gênero musical diferente do que gosto, pq me irritaria desnecessariamente, o casal até pode ter suas diferenças, suas opiniões, mas nada que possa interferir de forma negativa no relacionamento....
No caso da Carolina, ela cedeu e casou nos costumes do marido, eu já não faria isso, eu tenho a minha religião, casaria dentro dos meus costumes, em uma igreja e com padre...hehe...por isso que acho que não me daria muito bem com alguém que não está dentro dos meus padrões culturais...
Malu

Rose disse...

Aiii...jamaaaaaiissss iria tão longe assim! É um choque cultural e principalmente religioso, muito grande! Li os posts da Carol no blog dela e, honestamente, tenho que dar os parabéns, ela é uma guerreira mesmo...desejo muitas felicidades ao casal!

Ps.: Sogra é sogra em qq lugar do mundo, né! hehhe

Rose - faculdade

Priscila disse...

De verdade não acho que vale a pena isso por um amor não. Não acredito que exista apenas uma pessoa no mundo que irá nos amar e vice versa. Eu não mudaria mais meu estilo de vida por causa de um homem. Não troco o meu país, nós mulheres mudamos muito, estamos mais presentes, temos voz, independencia, hoje o homem tem que pensar que precisa fazer sacrificios para ficar com nós, pq se não tbém não vamos qrer fazer. Mas admiro a coragem dela, e acho bonito historias como esta. bjos

Bia disse...

Nossa, fiquei "de cara"... Ela foi muito corajosa... não sei se se faria algo assim. Também já fiz algumas loucuras, mas nada parecido. É bom ver essas lindas histórias quando a maioria se separa em apenas 2 ou 3 meses de casório, sem aguentar nadinha, achando que casório é apenas um mar de rosas. Que sejam muito felizes, que Deus os abençõe!

Tay disse...

Eu só vou por amor até aonde eu consiga retornar a mim,eu sempre estive em busca que façam loucuras por mim e não ao contrário.Muita coragem o que a Carol fez,além de um amor encontrado na internet,que poderia não ser uma pessoa decente,é de uma cultura totalmente diferente da nossa. Já desbloquiei o meu blog. Beijos.

ML disse...

Olá, vim retribuir a visita e conhecer seu blog.

Olha, eu acho que não iria tão longe assim não. Que mulher aventureira!

bjnhs

Cheers! Fla disse...

Fla, eu quase que fui para a Indonesia pelo amor ha, ha, ha, imagina isso??? Mas nao deu certo, o cara era um idiota e ainda bem que sai daquela relacao!!! Os EUA e Londres ficou bem mais perto de casa :-)

bjs

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

FLAVIA SALEM

Indonésia! Adoraria ter mais um local para visitar!

TAY

Essa vale destacar e guardar do lado esquerdo do peito:

"Eu só vou por amor até aonde eu consiga retornar a mim."

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

FLAVIA SALEM

Indonésia! Adoraria ter mais um local para visitar!

TAY

Essa vale destacar e guardar do lado esquerdo do peito:

"Eu só vou por amor até aonde eu consiga retornar a mim."

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

BIA

confesso que essa história também me deixou bem surpresa. Não achava que a Carol iria até o fim. Mas desejo toda felicidade do mundo pela coragem dela.

PRISCILA

Essa frase do seu comentário é para destacar e refletir todos os dias. Somos criadas para sermos multi e acabamos por adaptar nossos desejos aos moldes do outro. "nós mulheres mudamos muito"

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

ROSE e BIA

Sogra é sogra, mas já ouvi dizer as muçulmanas pegam mais no pé quando a mulher não se converte, será que é verdade?

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

TELMA

Eu achei o vestido dela maravilhoso! Por isso quis uma de corpo inteiro para mostrar bem os detalhes.

Carol disse...

Obrigada a todas pelos votos =)

Jane disse...

Eu nao iria tao longe! Ja nem daria a chance de me envolver. O lar, a família que eu constituo com meu marido, precisa ser leve, ter afinidades, famílias apoiando (porque nos casamos com a familia tambem), crianças sendo criadas segundo os mesmos princípios. Diferencas sempre existem, mas só sao boas se forem complementares. Quando entram em choque dessa forma, sua casa pode virar uma zona de guerra.

Mas cada um é cada um, e eu desejo decoração que a Carol seja feliz com seu Paquistanês, e que os dois tenham muita sabedoria para administrar a nova familia que formaram.

Ana Butt disse...

Digamos que fui mais longe, pois também conheci um paquistanes pela internet, tentamos vistos mas foram negados, então decidimos nos casar sem nos conhecer. Assim ele conseguiu o visto permanente e finalmente pudemos nos conhecer e realizar a cerimônia do nosso casamento. Temos 2 anos de casados atualmente e somo muito felizes juntos.

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