quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas apredendo a jogar?

Todo mundo é passado para trás em algum momento.

Semana passada tive um problema com um prestador de serviços. Ele simplesmente abandonou o projeto quando eu cobrei cronograma, metas claras e coisas do tipo que profissionais sérios já fazem de primeira.

Ele ficou tão apavorado que não apareceu para nossa reunião. Sumiu! Sabe coisa de gente grande? Aparecer dizer: não posso mais continuar. Nada disso, sumiu! Como uma criança amedrontada.

Eu que tive que entrar em contato. Cobrei a devolução do dinheiro pago e adivinhe: Presenciei um show de horrores. Um linguajar que nunca imaginei ser possível. Uma falta de profissionalismo que me deu pena. 

Ele esbravejou e disse que devolveria o dinheiro, porque não precisava disso. Você devolveu? Nem ele.

Até enviar um e-mail me chamando para a briga o "galinho garnizé" enviou, mas como eu estava aqui em NY, linda e bela, e fui orienteada pela minha advogada a só ter conversas escritas, deixei ele esperando minha ligação. 

Mas não foi sempre assim. Tive que aprender a jogar o jogo. Como diria minha mãe, inocência é bonitinho para crianças. Em adultos é idiotice.

O rapaz me pediu que pagasse tudo de uma vez, mas como algumas pessoas já haviam me falado da petulância dele, só aceitei pagar de três vezes. Bobinho, ele aceitou achando que eu não tinha como pagar tudo a vista. Mais bobinho ainda foi ele fazer o show de horrores por escrito.

Queremos estar sempre levando vantagem, sempre ganhando, nunca perdendo. Mesmo sabendo que a fama do rapaz vai se espalhando sem eu precisar mover meu dedo, porque sua petulância fala por si, eu fiquei me culpando.

Podia ter tomado ainda mais atitudes para que o resultado fosse ainda mais seguro para mim. Cometemos erros bobos, primários. Somos falhos, somos mesmo, mas precisamos nos perdoar. Precisamos simplesmente, assumir o prejuízo e esperar que o universo faça sua parte para que o outro aprenda. Ou melhor! Que ele não aprenda a lição e continue metendo os pés pelas mãos.

Nós cometemos um crime contra nós mesmos quando não aprendemos. Estejamos certos ou errados precisamos aprender a jogar o jogo. Por isso envelhecemos, porque aos 22 podemos nos achar o máximo, mas só aos 30, 40, 50 é que já temos boa bagagem para saber jogar. A criança pode ter mais fôlego para correr do que o adulto, mas não alcança o alto do armário.

Todo mundo passa raiva, todo mundo leva calote, todo mundo magoa. O importante é saber que você não está sozinho. E que a cada ganho ou a cada perda, você aprendeu mais um truque do jogo da vida.

Assim, aqui em NY, e já enjoada de tomar chocolate quente da Starbucks... Ando pensando que aprendi o que Elis cantava... Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas apredendo a jogar?

10 comentários:

Quase uma alema disse...

Oi, adorei o posto, e fiquei mais feliz ainda em saber que você está jogando o jogo de forma limpa. ;-)

Sonhos & melodias disse...

É isso mesmo. Ponto pra você menina e não para esse idiota que se acha o máximo. Sabe, ele percebeu o quanto você é superior a ele por isso fugiu, escafedeu-se, kkk. Adorei sua conduta, e adorei mais ainda ver a nossa saudosa Elis a ilustrar sua postagem. Ah, saudades! E a letra dessa música é bárbara e muito verdadeira.
Bjs

Luciana Klopper disse...

Exatamente, é melhor q seja assim

Albuq disse...

Totalmente com você!
A gente aprende a cada situação, mesmo nas mais dificeis! bjs

Sandra disse...

Quem nunca caiu na conversa de um prestador de serviços trapaceiro?
O importante é aprender!
Parabéns por ter registrado em e-mails as conversas!
Beijos

Nane disse...

Tudo é conhecimento, mesmo coisas complicadas como essa. Burro é quem não sabe mais aprender!

Cantinho She disse...

Aprender a jogar é fundamental, embora difícil, muitas vezes!

Beijo, beijo!
She

Lucia Cintra disse...

Mas deixa eu perguntar: se voce ja sabia mais ou menos da fama dele, pq o contratou? Eu nem chegaria perto, nao suporto pessoas que nao sao profissionais - faco pesquisa de background e tudo. bjos

Raquel disse...

Amiga, e o pior é que a realidade é exatamente esta que vc colocou no post...

No ano passado, tomei um calote de R$ 35 mil reais. Não sei o que foi pior, perder o dinheiro ou um sonho da reforma da minha casa...

Para mim, a pior parte dos caloteiros é que eles conseguem atingir vários detalhes da nossa vida. Por exemplo, no meu caso eu pedir dinheiro, um carro que foi dado no negócio como parte do pagamento, um sonho de ter minha casa reformada depois de um ano de planejamento financeiro, além de ter que morar na casa da sogra mais tempo do que o esperado, entre outras coisas que nem vale a pena citar aqui.

Mas aprendi muito com esse cara... Aprendi que não posso confiar em qualquer um, aprendi o quanto uma pessoa pode ser capaz de destruir o sonho da outra, aprendi o quanto sou justa com as pessoas à minha volta, aprendi a ter mais maldade no coração e a saber dizer "não" ou "negociar" nos momentos...

Ele levou meu dinheiro, mas não levou o que tenho de mais bonito no meu coração! O grande amor que tenho pelas pessoas que me amam...

Beijossssss

Tati Pastorello disse...

Grande texto! Me fez pensar em muitas coisas. Não sei se já aprendi a jogar, estou treinando... tem sempre uma nova lição no caminho... A vida vai ensinando, não é mesmo?
Adorei!
Beijos.

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