quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sozinha? Eu? Por que somos tão dependentes?

Lembro de uma cena de Sex and the city onde a Carrie senta em uma das mesas de um bar e diz: hoje, decidi que hoje vou estar aqui comigo, sem livro, sem celular, sem companhia, só comigo.

No blog Juntos pelo mundo – um blog de viagem voltado para mulheres que merecem viajar, está escrito no meu perfil: eu não gosto de viajar sozinha.

Mas, com o passar o do tempo fui vendo minhas férias não encaixarem com a das minhas amigas, o tempo passar, os gostos por países ficarem diferentes e pensei: por que não sozinha?

Viajo tanto a trabalho pelo Brasil e até para fora dele, porque na hora do lazer preciso de gente ao meu lado?

Daí surgiu o Projeto 30 em 30 – chegar aos 30 anos com 30 países e repensar minha nova etapa de vida.

Aquela crise de: o que vai ser daqui para frente? Escolhi os caminhos certos? Por onde quero ir? -  Se ainda não viu o vídeo clique aqui.

- Você é jornalista, experiente, já viajou tanto! Vai tirar de letra!

Não é bem assim. A vida real não é bem "Comer, rezar e amar". Eu estou como qualquer pessoa: ansiosa, com frio na barriga, nervosa. 40 dias longe.

Um dia desses, vi uma blogueira comentar: adoraria conhecer Paris, mas como nunca arrumo companhia, vou adiando o meu sonho. A dependência feminina vai ainda mais longe: poucas vão a bar sozinhas, mal vão a cinema sozinhas, onde tudo está escuro e não vai conversar com ninguém, mesmo.

Temos a dependência do outro e, quando alguém sai desse padrão logo dizemos: mas ela é diferente, é doida, corajosa, não tem filho, não tem família, não tem joanete, não tem prisão de ventre. São tantas desculpas que só me deixa pensando... Sozinha? Eu? Porque somos tão dependentes?

E faltam apenas 5 dias para o início do Projeto 30 em 30.
Se você é mulher e merece viajar, acompanhe aqui, no twitter ou no Juntos pelo mundo!

18 comentários:

Sonhos & melodias disse...

Flavia adorei esse texto e sua abordagem. Falamos tanto em conquistas femininas mas essa ainda é um tabu para a maioria. No ano passado passei por uma experiência parecida. Decidi viajar em minhas férias. Um amigo combinou de ir junto. NO último instante, deu pra trás e ficou chateado por estragar minhas férias. Eu disse: Não estragou não. Viajo assim mesmo. Ele disse: Mas sozinha? Pro Rio de Janeiro? Eu disse: Exato. E olha, foi uma viagem maravilhosa pois sozinha só fica se quiser. Conheci pessoas muito legais e me diverti bastante. Vale a pena curtirmos nós mesmas. Comprovei que sou ótima companhia para mim mesma.
Bjs

Fabielle Bacelar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fabielle Bacelar disse...

Não tenho problema em ir a cinema sozinha, tomar sorvete e nem de viajar sozinha... Se tenho companhia tudo bem, se não tenho as vezes até prefiro.. Mas não gosto de bar e de baile essas coisas.. pode ser que influencie em me sentir segura..


Acho que nessa história de morar fora tiro de letra, se fosse pra morar fora do país, não teria problemas (além da língua e cultura)..

Minha mãe, tadinha, fica morrendo de saudades e eu só ligo pra deixá-la tranquila, porque se fosse pelo meu gosto só ligava pra dizer que cheguei (não gosto de telefone)...

Será que eu sou insensível ou só independente demais?

Única e Exclusiva disse...

Eu admito eu sou dependente mas, venho aprendendo aos poucos a ser sozinha e percebo que fico bem qdo estou só.

Não tenho medo da solidão. Prq nada é definitivo mesmo.

bjs ;)
Como conseguir um projeto deste: viajar? #amo!

Luciana Håland disse...

Os homens se encaixam muito bem também nesse perfil de não quererem fazer as coisas sozinhos, talvez até mais que as mulheres. Homens tem receio de ir a um cinema sozinho, a um restaurante, viajar, ... Outro dia minha professora perguntou pra uma classe onde tem homens e mulheres se não era estranho ir ao cinema sozinha, porque ela tinha ganho um bilhete, e pra ela o normal seria sortearem dois, já que se presume que a pessoa só vá se acompanhada. A classe quase inteira disse que era estranho, homens e mulheres disseram que não iam a cinema sozinhos, a única que achou normal ir a cinema sozinha fui eu. Depois eu perguntei onde eles iriam sozinhos, e disseram a lugar nenhum. Bar, restaurantes, viagens, passeios, até pra fazer uma caminhada a galera disse que precisava de companhia. Os homens que conheco tanto aqui como no Brasil não se mobilizam a fazerem programas sozinhos, precisam da companhia de amigos, namorada ou esposa, filhos, etc.

Eu gosto de fazer coisas sozinhas, acho que quando saímos ou viajamos só temos muito mais oportunidades de apreciar o lugar, de conhecer coisas e pessoas.

Boa viagem e aproveite muito.

Beijo

Bia disse...

Flavia, com certeza esse está sendo o meu maior desafio aqui em Toronto. Nunca gostei de ficar sozinha, e agora que tenho que ficar sozinha aqui é deprimente. Mas o jeito é me adaptar a essa nova fase da minha vida!

bjs

Shuzy disse...

Nossa!
Como é que esse blog demorou taaanto pra aparecer na minha vida??
hehe

Laura disse...

Oi Flavia, gostei tanto do seu post, pois percebi o quanto não sou dependente nesse ponto. Sempre fiz muita coisa sozinha enquanto solteira e até hoje tem coisas que prefiro fazer "so comigo mesma"!

Mas desde a adolescencia as vezes a opçao que eu tinha era fazer algo que eu queria sozinha ou fazer algo que os outros queriam que eu fizesse... por isso hoje não sofro nem um pouco qdo saio pra andar a toa, fazer compras, almoçar fora e so tenho como compania eu mesma!!

Beijosssss

Borboleta no Casulo disse...

Sempre fui dessas que não fazem nadaaa sozinha, mas agora pretendo mudar essa realidade!!
Bjs

LICIA TATIANE disse...

A minha história de vida me encinou a ser indepêndente.Não me encomodo de fazer coisas sozinha e tão pouco a solidão.Eu me acho uma boa companhia.Claro que tudo fica mais animado fazer com amigos,mas todos tem seus próprios afazeres e nem sempre isso é possível,então aprendi a sentir prazer em minha própria companhia.E para ser franca as pessoas as vezes são irritantes,prefiro a companhia de um bom livro.

Prity disse...

Não sei se é no mesmo episódio, mas vi certa vez quando Carrie vai jantar sozinha a noite, não conseguia superar os olhares dos outros e até a pergunta do garçom sobre comer sozinha.Confesso que para mim, é difici sair sozinha, mas estou repensando seriamente meus valores aos 28 anos, isso deve ser da idade, afinal hoje me sinto mais em paz comigo mesma e quase plenamente capaz de aceitar a solitude, mas a solidão ainda não.

Carolina disse...

Sabe qual é o problema?
Ficou instituído que solidão, que é o estado de estar sozinha, é um sentimento carregado de tristeza e baixo astral.
Quando se fala em solidão se pensa logo em algo sem vida.
Nada a ver!
Precisamos descontruir certas definições.

bjão

Nilce disse...

Antigamente viajava muito sozinha. Depois marido sempre queria ir junto e as crianças também.
Agora juro que estou resolvida a ir só. Há 4 anos estou esperando que ele se resolva. Cansei, vou me mandar. rsrs

Bjs no coração!

Nilce

Roberta Barcellos disse...

Eu nunca fui ao cinema sozinha, mas não acho que seja uma prerrogativa feminina porque minha mãe e minha irmã já foram várias vezes.
Sobre viajar sozinha, acho que pode perder um pouco, porque é bom demais você partilhar descobertas com alguém querido.
E depois da viagem vocês terão boas lembranças juntos, poderão rir juntos ao recordar a viagem.
Mas se tiver o azar de viajar com alguém que não partilhe gostos pelo menos parecido poder perder mais do que ganhar.
Acabei de chegar no seu blog e já estou dando pitado. rs
Bjs

Claudia -Acourt disse...

Acredito que um dos problemas da dependencia, de nao querer ficar sozinha, està relacionado a questao da solidao. Quando nao esta bem consigo mesmo, quando nao consegue ser uma boa companhia para sim mesma è hora de colocar outro personagem em cena. Quando eu entendi que eu era uma otima companhia para mim mesma, que eu podia me divertir horrores sozinha, que eu gostava de me ouvir, de me criticar, de rir de mim mesma foi que eu comecei a me sentir mais leve e divertir mais. Procurei companhia para ir a Paris pois tinha medo de nao conseguir me divertir por falta de conhecimento da lingua. Sò viajo sozinha, por motivos semelhantes ao que vc disse, e qdo retorno meus amigos ficam impressionados como eu me diverto e vou a lugares incriveis.

Ps.: Mandei um e-mail, pelo seu site, pessoal sobre Venezia, vc recebeu?

Bjos

June disse...

Olha eu tenho que admitir que sofro do mal inverso Flávia.
Eu adoro fazer as coisas sozinha. Viajo sozinha, vou ao cinema sozinha, a barzinho, ao teatro. Não que eu tenha problemas com meus amigos mas é que eles simplesmente dependem de gente demais para sair. Quando marcamos uma ida ao barznho é aquela guerra. E no final levamos quase 6 meses para juntar todos. Daí me acostumei.
Mas sempre que dá levo minha melhor companheira de balada: minha mãe.Acreditem, ela sempre está pronta para sair comigo e realizar programas gostosos e interessantes.
Talvez seja essa independência toda que me torna tão dificil de namorar... E eu adoro!!!!

Malu disse...

ahh...antes de namorar, eu sempre fazia mt coisa sozinha, já me acostumei...hehe
Eu fazia compras, ia ao cinema, almoçava, passeava, até uma vez fui a uma balada sozinha ( fui com meu irmão, mas chegando lá me separei dele)....hj saio com meu namorado, pq a maioria das coisas que gosto de fazer, ele tb gosta....e para mim não é nenhum martírio sair sozinha ou acompanhada.......

Meu lema é "antes sozinha do que mal acompanhada" ..rsrsrs

♥ Erika Saab disse...

Flávia, olha que engraçado, quando tinha 15 anos escolhi viajar para a Disney ao invés de fazer aquele baile todo, porém eu queria muito aproveitar e incluir no meu pacote uns dias num cruzeiro pelas Bahamas, acontece que nenhuma das minhas amigas da época topou me acompanhar nessa e queriam fazer um pacote diferente, então decidi ir sozinha, num grupo sem nenhum conhecido e dividindo o quarto com garotas estranhas, afinal, sonho é sonho rs. Dei a maior sorte, fiz amizade rapdamente com as meninas do quarto e todo mundo achava que nos conhecíamos há um tempão. Tudo bem que tinha toda a estrutura da excursão, mas para uma adolescente de 15 aninhos, encarar sua primeira viagem ao exterior sem nenhum ombro amigo ou rosto conhecido é dose, sei de muita mulher feita que não tem essa coragem. Hoje, 15 anos depois, não tenho mais contato com as garotas de viagem e o meu contato com as amigas da época se resume as redes sociais, porém, a viagem continua sendo uma das melhores que já fiz na minha vida, porque o cruzeiro internacional foi inesquecível. Moral da história: vale à pena viver seus sonhos, mesmo que seja sozinha! Estou aqui na torcida pelo seu projeto ser maravilhoso!

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