sexta-feira, 25 de março de 2011

Quando dei aquele passo... E você, se casaria com um homem com menos estudo que você?

Há mulheres com dilemas e histórias de vida que nos inspiram e ficar no anonimato é quase um pecado. Como jornalista apaixonada pelo universo feminino, não resisto a uma boa história da vida real. Assim, nasceu o: Quando dei aquele passo...

Mulheres que tomaram decisões corjaosas, não tão comuns ou aceitas como ideais pela sociedade.

Para a estréia: Raquel, 28 anos, 1 filho. Há cinco anos atrás, ela tomou uma decisão difícil: casou-se com um homem com apenas o primeiro grau.

Casamento já é um jogo difícil de ser jogado. Razão e sentimento travam uma queda de braço e você fica ali, no meio.

Não estudar, não é defeito, nem doença contagiosa. Mas, estudo = oportunidade. Não só oportunidade financeira, mas cultural. O estudo não abre apenas as portas do banco, mas a do universo ao seu redor.

Conheço vários empresários ricos que no fim de semana vão para o meio do mato, não conhecem um bom vinho e nem usufruem da sua gorda poupança, porque há uma pobreza cultural, que só leitura ou educação podem fornecer. Viajam para Dubai e Itália para fazer negócios, levam um tradutor e voltam correndo para casa, por medo do mundo. Se você está no mesmo nível cultural, sem problemas, mas quando você ultrapassou as fronteiras... 

No início do namoro, estamos completamente apaixonadas, jamais analisamos profundamente como será o futuro juntos. Só com o tempo fui descobrindo a grande diferença de estudo que havia entre nós, fiquei um pouco receosa se isso poderia me prejudicar, se teria realmente a vida que queria ao lado dele.

Percebi que ele odeia estudar, acha que “para ele” não é necessário. Ele trabalha na empresa do pai desde que se entende por gente, e fazer o que ele faz, é sua maior paixão. Sempre se dedicou à oficina, mesmo porque a mãe dele falou, na época: “Se não quer estudar, então vai trabalhar!”

Sou pós-graduada e ele só tem o 1º grau, procurei correr atrás dos meus sonhos, eu gosto de estudar. No início foi um pouco difícil fazê-lo entender que a cada dia quero aprender alguma coisa nova. Hoje ficou assim: você não me impede de estudar e eu não te obrigo a estudar!

Novos grupos, amigos, informações, crescimento, tudo isso corre um sério risco de ficar para trás quando o homem não estuda.

Além de problemas como: como obrigar um filho a estudar, se você mesmo não o fez, por opção? Mesmo os que têm um imenso conhecimento prático se beneficiariam muito com o estudo. Assim... Quando dei aquele passo... A Raquel deu esse passo. Mas, e você? Casaria com um homem com menos estudo que você?

P.s.: Obrigada Raquel, por dividir a sua história.

35 comentários:

Jade Hahn disse...

Eu sei que definitivamente isso não seria pra mim. Porque se o sujeito, nos dias de hoje, mal fala inglês eu já o acho um "chucro".
Mas é importante destacar aqui que não é porque um dos 2 do casal não tem estudo que isso poderá servir de exemplo ao filho.
Minha mãe não acabou a faculdade, e seu ensinamento pra mim sempre foi: Filha, estude! Porque só o estudo te leva adiante e te preenche.
Se pra vc o estudo é importante, então faça com que o outro respeite tua opinião e não a sabote perante os filhos e sim, ajude a incentivar. Nesse caso, ele terá que vestir mesmo a plaquinha: "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço".

Flavia Mariano disse...

Eu também sou da teoria da Jade. Sem estudo, não precisa nem bater na minha porta. Adoro homem que fala 27 idiomas, que me ensina, que sabe mais do que eu. Gosto de discutir sobre livros que eu li, que ele leu, passar noites num restaurante discutindo um filme cult.

Agora que estou fazendo francês, adoro ficar horas fazendo exercícios ao lado dele que me corrije e ensina.

Adoro ele me dizendo: não se atrase para a aula (eu vivo atrasada), estude mais e mais!

Sobre o estudo dos filhos, eu mesma escrevi sobre isso, mas acho que, mesmo não tendo estudado, o pai tem o poder de manter o filho na escola. E, nesse caso, tem a Raquel que estudou e, com certeza vai manter o filho na escola.

Achei de uma generosidade tremenda a Raquel dar o seu depoimento e mostrar o seu rosto.

Obrigada e parabéns!

Beijos

Camila* disse...

NÃO me casaria! O conflito de modo geral é certo!

Camila* disse...

NÃO me casaria... O conflito é certo**

LICIA TATIANE disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
LICIA TATIANE disse...

Sabe Flávia,parece que eu sempre tenho alguma coisa para falar no seu blog,mas não tenho culpa que ele se encaixa na minha vida e você é tão boa no que faz!

Minha mãe foi totalmente contra meu casamento,pelo nível social e cultural do meu marido(que não tem nem o 1 grau completo),ela falava como isso iria influenciar na minha vida,mas para quem está apaixoada e amando isso importa?Mas no dia a dia isso é complicado e para a criação dos filhos é pior ainda.Eu sempre gostei de estudar,amo ler e sinto necessidade de aprender,o conhecimento é como um alimento para a minha alma.Ele quando me ver sorrindo ou chorando quando estou lendo,não consegui entender,eu amo história,gosto de estudar sobre o passado,como os povos viviam,como surgiram os objetos,não consegui entender para que eu quero saber isso.Quando eu não deixo meu filho faltar aula sem necessidade e ele fala"deixa ele faltar,é só um dia!",só que várias vezes ao ano.Isso me irrita!As vezes chamo ele de ogro,mas ele tem tantas qualidades que superam isso.Minha irmã é casada com um terno e gravata,estudado,viajado,cheio de cultura e a vida dela não é perfeita,muito menos melhor que a minha,porque ele tem outros defeitos.Fico pensando como seria minha vida.Ontem fui revalidar meu cpf na receita federal,passei uma hora esperando ser atendida,observando os homens engravatados,fiquei pensando como seria meu marido com as qualidades que ele tem porém lapidado! Beijos.

Liz Cestari disse...

Eu me casei e não me arrependo! O estudo formal, embora muito exigido, não é garantia de muita coisa. Conheço muita gente que estudou por estudar e não se encontrou na vida ainda. Nunca fiz questão de diploma e certificados. Gosto mesmo é de quem ama aprender. Meu marido é um dos pioneiros em sua área de atuação e poderia dar aula em qualquer universidade em cursos de pós. Ele estuda livros que muitos professores sequer ouviram a respeito e tem uma visão que faria inveja a muita gente. Enfim, me casei e me casaria de novo com alguém com menos estudo mas que tivesse o mesmo amor pelo novo e desconhecido que o Dani tem! Pq talento é uma coisa que um curso universitário pode lapidar,jamais substituir...

Lidy disse...

Não só casaria....como casei...e não vejo nenhum problema nisso até pq...não é pq não estudou hoje que não pode estudar amanhã...

Acho que tem coisas mais importantes a se procurar em um homem...

Beijos!

Luciana disse...

Eu sei que moro em outro país e a realidade pode ser diferente, ou talvez não, mas também casei com um homem que tem bem menos estudo que eu. No início ele achava que isso poderia ser um problema, mas com o convívio eu percebi que ele está muito mais atualizado, antenado, e mais cultural que eu. Eu fiz faculdade de direito e mais dois anos de jornalismo, trabalhei como advogada por mais de dez anos, agora sou estudando novamente. Meu marido acho que terminou o primeiro grau, aos 15 anos comecou a trabalhar e depois disso quase tudo que aprendeu foi sozinho, o que acho incrível, e me refiro ao profissional. Agora mesmo ele está se especializando, vai fazer uns cursos, mas antes já correu atrás e passa horas estudando na internet, com apostilas, super autodidata. Eu não consigo tanto, e nem gosto de bancos escolares também, mas aprendi no Brasil que temos que fazer e pronto, e assim vou indo.
Meu marido ler jornais, só assiste programas na Discovery e History channel, enquanto eu vejo novela, Big brother, vídeos de maquiagem,... Então se eu não correr atrás quem fica atrasada sou eu.

Agora vou ler os comentários também.

Beijo

Raquel disse...

Flávia,

Estou amando ler os comentários de algumas pessoas e vê que a vida delas não é muito diferente da minha! Isso é bom e com certeza me conforta...

Achei ótimo o comentário da Jade pois acabei me esquecendo de comentar com vc que além de eu não ter problemas com ele quanto a estudar, nós dois juntos incentivamos e muito nosso filho a estudar. Até por isso que desde o dia em que ele nasceu pagammos um plano de previdencia privada para que pelo menos garanta os estudos futuros dele. Nesse caso Jade, graças a Deus, meu marido realmente veste essa plaquinha!!!!

Licia, amei seu post. Sei que marido não tem muito estudo, tb somente o primeiro grau, mas ele tem um monte de qualidades que a cada dia me surpreende. Eu o amo completamente, foi enviado por Deus para mim, e enquanto eu estiver feliz ao seu lado, assim farei!!!!

AGORA PRECISO CONTAR UM GRANDE SEGREDO: SABE QUEM É A PESSOA QUE MAIS ME INCENTIVA A ESTUDAR??? A FLÁVIA MARIANO. SE NÃO FOSSE POR ELA EU NÃO TERIA FEITO PÓS-GRADUAÇÃO, EMPRETEC, E OUTROS DIVERSOS CURSOS E PALESTRAS QUE NUNCA ESQUECEU DE ME CHAMAR... DEPOIS QUE CONHECI FLÁVIA E NOS TORNAMOS GRANDES AMIGAS, ME ESPANTEI COM SUA FORÇA DE VONTADE, COM SUA DETERMINAÇÃO E SUA SEDE POR CONHECIMENTO. EU CONFESSO QUE COM A NOSSA AMIZADE REFLETIR MUITO SOBRE O ASSUNTO E HOJE SOU BEM DIFERENTE DO QUE ANTES. ATRAVÉS DA FLÁVIA HOJE POSSO ASSUMIR SEM DÚVIDA ALGUMA, QUE AMO LER E ESTUDAR!!!!

OBRIGADO AMIGA POR VC EXISTIR!!! TE ADORO...

Luciana disse...

E como bem disse Liz: "Pq talento é uma coisa que um curso universitário pode lapidar,jamais substituir..."

Flavia Mariano disse...

Raquel!

Assim eu até choro!Eu sou mesmo a maior DEFENSORA da educãção, depois da minha mãe.

Raquel, o mérito é seu. Quem não quer estudar nem dar uma lida, não faz e pronto. Ouvir e aceitar a sugestão do outro é um dom.

Aceito, mas não consigo entender, como uma pessoa possa pela vida sem aprender cada dia mais.

As pessoas perguntam: Por que uma segunda graduação se você já é tão ocupada?

Porque eu sou uma viciada! Estava sentindo meu cérebro atrofiar, pensando só nas coisas que eu já sei. Queria mais! Aprender coisas fora do mundo no qual vivo e trabalho diariamente.

Também estou adorando os comentários, porque confesso que via a Raquel quase como um ET!

Fala se esse espaço não faz todo mundo crescer? Inclusive eu!

Beijos a todas!

Flavia Mariano disse...

Licia, seus comentários sempre fazem crescer. Se sempre tem o que comentar é porque tem uma história de vida bem interessante e, tenha certeza, ajuda muito a milhares de mulheres que estão lendo seus comentários. Obrigada por contribuir sempre.

Luciana - concordo com o que você diz. Estudar não é apenas banco escolar, mas ler e muito. Já dizia Ziraldo: Não precisa estudar, precisa ler.

♀♥Kiara ♥♀ disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
♀♥Kiara ♥♀ disse...

Depende.

Se ele não tiver tanto estudo, mas esbanja outras qualidades, e se for mente aberta, não vejo porque não investir na relação!

Acho que sabedoria não escolhe grau de escolaridade ou idade!

Se é preconceito o cara deixar de ficar com uma mulher, pelo fato dela ter o grau de escolaridade menos elevado que o dele, porque NÃO é preconceito optar por NÃO ficar com um cara que tem grau de escolaridade menos elevado?

Mary disse...

Lembrei de uma passagem, nao sei aonde que diz: "Os brutos tambem amam." Bjos.

Ana Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gisele Neres disse...

Um casal amigo teve a mesma situacao, o que mais impactou para o fim foi o nivelamente intelectual... ego? nao sei, ate no circulo de amizades havia desconforto para ambos. Adorei a historia, ela eh muito forte e confiante. Me encourajou tambem! bjaum

Borboleta no Casulo disse...

Raquel querida...nuito corajosa vc!! Parabéns!!
Eu acho q n teria disposição pra isso não. Me irrita e me desanima qd um cara fala ou escreve errado perto de mim. Queria ser mais tranquila em relação a isso, mas quem sabe um dia isso mude!!
Bjs

Luisa disse...

Acredito que cultura nao tem nada a ver com nivel de escolaridade e acho que pessoas com niveis de escolaridade diversos podem viver felizes para sempre, mas pessoas com uma cultura diversa nao vao conseguir se suportar por muito tempo.
Tambem nao acho que exista uma "pobreza cultural", mas tao somente inteligencias, habilidades e interesses culturais distintos (e aqui entra a velha discussao sobre o que è cultura - quem estuda ingles è mais culto de quem estuda corte e costura? quem gosta de opera è mais culto de quem gosta samba? existe cultura com mais ou menos qualidade? e quem define qual è a qualidade da cultura?)
Os varios empresarios ricos que vao pro meio do mato e nao conhecem um bom vinho simplesmente possuem uma cultura diversa da minha: com certeza eu entendo mais de vinho do que eles, mas em compensaçao nao entendo nada de "meio do mato". Mesmo que nòs tivessemos o mesmo nivel de escolaridade, jamais conseguiriamos viver juntos pq temos interesses culturais diversos: ele nao se interessa por vinho e eu nao quero saber de mato.

LICIA TATIANE disse...

Continuando...

Eu queria complementar,que mesmo não tendo um diploma na faculdade,mesmo não entendendo meu amor pela leitura,o meu marido é muito inteligente,é fera na profissão dele,sempre procurando crescimento.
Claro que tem diferenças e as vezes entramos em divergencias,mas sou uma pessoa simples,com hábitos simples,não dou importancia para esses tipos de coisas,quando eu olho para uma pessoa eu busco a essencia dela e não o que ela pode me oferecer,o meu crescimento e as minhas necessidades eu mesma busco.Respeitando meu espaço,para mim está tudo bem assim.Bjss.

Única e Exclusiva disse...

Eu não quero casar mesmo com PHD imagina com o 1º grau! rs. Mas, isso, é tão relativo, esse tal do amor. Por isso, parabenizo a Raquel pela conduta de certeza de si. Faça oq tem que ser feito.

Sobre estudar, a Flavia, como disse a Raquel, é uma incentivadora e tanto para os estudos! [super emocionada ;'( ]. Muito obrigada!

bjs meus, em todas!

Renata C., UMA ESPOSA EXPATRIADA disse...

Bem, eu tb sempre tenho a dizer por aqui! kkkkk!
Bom, ne? A flavia esta' sintonizada com a mulherada e a modernidade e nos tb! kkkk!

TENHO DOIS EXEMPLOS DISTINTOS, onde ve-se que pode existir realmente o "sim" e o "nao".

MEU PAI TINHA POUCA INSTRUCAO,MAS ERA MUIIIIIIITOOOO INTELIGENTE E TRABALHADOR! Com isso construiu nossa familia, nos educou ate' a Faculdade, e deixou bens ao morrer. Deu certo no caso dele. Era muito inteligente, como disse, e usou isso a seu favor. MAS TB PORQUE TINHA UMA EXCELENTE ESPOSA (MINHA MAE) que "punha ele" no caminho de guardar dinheiro (senao ele gastava tudo!), e afins!

DO OUTRO LADO, PASSEI 4 ANOS NAMORANDO UM RAPAZ 4 ANOS MAIS NOVO. Ajudei-o a terminar o Colegial, a entrar numa Faculdade, arrumar um Emprego melhor, etc.
Enquanto eu ainda estava estudando... o namoro foi indo bem (ate'), MAS QUANDO EU ME FORMEI EM DIREITO ele comecou a dar sinais de que "estava bem incomodado com isso". A gota dágua foi quando passei em PRIMEIRO LUGAR NUM CONCURSO INTERNO DO BANCO EM QUE EU TRABALHAVA, PARA ADVOGADA.
... passados alguns dias as coisas comecaram a degringolar... e eu perguntei se tinha sidfo por conta da minha situacao profissional/financeira... ele disse que sim...
resumindo: acabou ele casando com uma moca MAIS JOVEM QUE ELE, E COM MENOS ESCOLARIDADE E NUM NIVEL PROFISSIONAL MENOR QUE A DELE.

E sabe o que mais? EU FIQUEI ALIVIADA DE TER SIDO "TROCADA" POR ALGUEM TAO DIFERENTE DE MIM: EU ERA DEMAIS PRA ELE, FOI MINHA CONCLUSAO!

Toda histoira, como costumo dizer, tem pelo menos tres pontos de vista: o DO AUTOR, DO REU, DO JUIZ...

Mil bjs mulherada!
;-)

Anônimo disse...

Eu sou defensora árdua do estudo, da leitura, da valorização da educação formal...graças ao incentivo dos meus pais, concluí a faculdade aos 21 anos e com 23 já tinha conquistado minha independência financeira. Minha paixão por leitura é tão grande que vivo lendo qualquer folheto que me vem às mãos, tanto que minha filha, de 1 ano e 7 meses, adora pegar os livrinhos dela e ficar folheando, e me pede para lê-los pra ela, por imitação. Separei-me do pai dela recentemente, um homem culto e inteligentíssimo, mas que, por não ter tido as mesmas oportunidades que eu, não pode obter retorno financeiro de sua formação - resultado: durante o tempo de relacionamento, eu cresci muito profissionalmente, até chegar ao ponto de ganhar 5 vezes mais do que ele. Isso, aliado a outros fatores, contribuiu para o fim do casamento. Da próxima pessoa com quem me relacionar, espero não só o mesmo nível de educação e cultura que eu, mas que ganhe tanto ou mais que eu, afinal é hipocrisia de macho dizer que não se incomoda de sua mulher ganhar mais do que ele, mesmo os homens menos machistas não gostam.L.S.

diariodumapsi disse...

Flávia, você é uma mulher antenada com o mundo feminino e traz a tona um dilema vivido por muitas mulheres, eu mesma já atendi casais em terapia no qual a mulher fazia essa cobrança do companheiro...
Mas meu intuito não é falar de psicologia ou de consultório!
Quero apenas te parabenizar pela escolha do assunto e falar da minha experiência pessoal...
Sempre fui muito estudiosa e sempre li muito! Sou pós-graduada e apaixonada pelo estudo e literatura! A principal herança que quero deixar para os meus filhos são os estudos!
O homem que eu me apaixonei e me casei é lindo, sensível, inteligente, carinhoso, meigo, trabalhador e se eu pedir para ele buscar a lua para mim, ele vai. Mas tem um defeito, só fez o segundo grau. Durante o període de namoro isso foi um grande conflito para mim, mas depois tomei a decisão de que não poderia perder esse homem. Foi a melhor decisão que tomei na minha vida! Hoje temos 13 anos de casados e o grau de escolaridade dele não faz a mínima diferença na nossa vida. Tenho uma vida estável profissionalmente, e atualmente apesar dele não ter faculdade ele ganha mais do que eu, os restaurantes e outros programas quem escolhe sou eu, mais quem paga a conta é ele!
Acho que o que importa não é o nível social ou nível de escolaridade que a pessoa tem, mas sim que tipo de pessoa que se é.
Bom,já falei muito.
Beijos, beijos, beijos

Bia disse...

Também acho que náo é minha praia... Mas depende muito dos valores de cada um. Graças a Deus somos todos diferentes e cada um se adapta a diferentes situações.

Cheers! Fla disse...

Oi Fla, o Paul nao tem mais estudo que eu, nao terminou colegial e fez um curso tecnico de computacao nos EUA qdo se mudou para lah. Nem por isso eh burro, muito pelo contrario, ele sempre ganhou mais que eu e sempre foi hiper bem sucedido na carreira. Ele le livros, le jornal todos os dias, etc. No Brasil, America do Sul, Asia ter um diploma na parede eh muito importante, em outras partes do mundo nem tanto. Como jah falaram por aqui, nao adianta ter mil diplomas soh por ter, soh por que papai e mamae pagaram, o importante eh vc estar feliz e fazer o que gosta, um monte de gente termina a faculdade e eh bunda mole, nao faz nada bem ha, ha, ha

bjs, nossa qto tempo nao passo por aqui!!!
bjs

Long Haired Lady disse...

eu digo que a diferença cultural é a pior de ser contornada.
eu superei todos os meus conceitos e preconceitos quando terminei um casamento "seguro" e me uni a um homem mais jovem, conquistadoe e assediado…e isso nunca , jamais esteve nos meus planos…rs
mas inteligencia e conhecimento são fundamentais para mim!

Girassol disse...

Concordo completamente com alguns comentários acima. Ensino superior não é sinônimo de bom intelecto. Eu fiz somente 1 semestre de faculdade e tive que parar por N motivos, mas sou uma pessoa apaixonada pelo saber, leio sobre TUDO,busco ter um conhecimento vasto sobre qualquer assunto, nunca é demais.
Eu c/ meu 2º grau tenho um nível cultural muito mais elevado do que a maioria das minhas amigas com faculdades e até pós, pode parecer pretensioso o que estou dizendo, mas o que vejo é que a qualidade das faculdades brasileiras é vergonhosa, infelizmente aqui esse fator não faz tanta diferença (cultural-mente falando)

Anônimo disse...

Raquel e Flavia,

antes tarde do que nunca... rs Estou aqui fazendo meu comentário.Adorei o post da Raquel, apreciei sua coragem de falar sobre sua vida conjugal. Eu tentaria esconder. rsrsrs
Raquel, quero agradecer por suas palavras tão bonitas em relação á Flavia, ela é mesmo viciada em estudo. Eu me orgulho muito dela por tudo que ela é. E tb amo muito vc, por tudo q vc representa para a Flavia.
Beijos e muita paz, amor e sucesso na vida de vocês duas.
Miriam Machado

Aline disse...

Eu sei que estou um pouca atrasada com meus comentários, mas gostaria de falar da minha situação.
Tenho 25 anos, sou pós graduanda em direito constitucional, falo inglês e italiano. Namoro há 3 anos um rapaz de 20 anos, com o 1º grau incompleto, que não fala nada de inglês, escreve errado, fala mais errado ainda. Ele é do interior do Paraná, nasceu literalmente no meio do mato, das vacas e numa casinha de madeira com fogão a lenha.
Mas sinto-me tão bem ao lado dele. Costumo dizer que ele não me completa, ele soma a minha vida.
É claro que as vezes, me incomoda o fato de ele não conseguir acompanhar um filme legendado, pelo fato dele demorar semanas para ler um livro fino, dele não saber o que é "toque", "G-20", "Brics", mas tudo sim perde o seu valor quando ele me abraça e me sinto protegida, quando ele fala comigo pelo olhar, quando ele demonstra por mim um amor que jamais senti.
Com toda certeza eu me casaria com ele, pois para casar bastam: amor, paciência e respeito! Tudo o que nele encontrei. O resto a gente corre atrás!

Beijos e parabéns pelo blog

Anônimo disse...

Amei o blog! Estou visitando-o pela primeira vez e já me identifiquei com o tema.
Estou vivenciando este dilema. Atualmente tenho graduação, estudo outros idiomas e pretendo fazer pós graduação e mais alguns cursos relacionados a minha área. Estou namorando com um rapaz que somente tem o 2º grau e fala muito errado. Sinto vergonha disso as vezes. Ele trabalha em um mesmo ofício, que exerce desde adolescente e, hoje eu sei, que ele NUNCA, MAS NUNCA, vai ser nada além disso. Ele não pensa em estudar, nao pensa em crescer na vida. Quando conversamos ele não tem assuntos inteligentes, não é NADA DAQUILO QUE EU GOSTARIA PARA MIM. Estou levando este relacionamento por falta de opção. E quero ressaltar que além de tudo ele é muito mentiroso também. Aliás eu gostaria muito de deixar uma sugestão para um tópico. "Homens Mentirosos".
Parabéns pelo blog.

Nets k disse...

Oi, estou neste dilema. Não sei quanto ele estudou, ele dia ser músico mas não sei se é realmente. Não sei nada sobre ele mas sei que sua vida é bem não simples que a minha e sei que tenho mais estudo que ele, ele fala algumas palavras erradas.
Me peguei pensando muito nisso, não pelo o que a sociedade vai pensar, mas pelo o futuro, eu tenho duas faculdades e ganho mal devido a crise e ter perdido o emprego... Mas se ambos ganham pouco como manterei meu estilo de vida? Isso me preocupa um pouco. Não sei bem ao certo o que fazer. Penso muito nisso.

Nets k disse...

Oi, estou neste dilema. Não sei quanto ele estudou, ele dia ser músico mas não sei se é realmente. Não sei nada sobre ele mas sei que sua vida é bem não simples que a minha e sei que tenho mais estudo que ele, ele fala algumas palavras erradas.
Me peguei pensando muito nisso, não pelo o que a sociedade vai pensar, mas pelo o futuro, eu tenho duas faculdades e ganho mal devido a crise e ter perdido o emprego... Mas se ambos ganham pouco como manterei meu estilo de vida? Isso me preocupa um pouco. Não sei bem ao certo o que fazer. Penso muito nisso.

Yara Silva disse...

Acho que é de um absurdo tremendo julgar um cara que namoramos ou qualquer outra pessoa pelos anos de estudo que tem.Li aqui uma menina dizendo que um cara que não fale inglês é chucro.Minha nossa.Eu amo estudar e pra mim sempre foi um prazer.Mas não julgo um cara pelo seu nível de escolaridade,até porque,tem pessoas com poucos anos de estudo,com um papo super interessante.Não adianta ter pós-graduação e ser um arrogante.Na boa,esse tipo de pessoa eu passo,são preconceituosas.Acho que a gente tem que fazer uma avaliação do conjunto e nesse sentido,o nível de escolaridade é apenas um dos pontos.O cara é trabalhador?O cara é bom caráter?O cara é carinhoso e te ama de verdade?Enfim,acho que escolher alguém apenas pelo seu nível de escolaridade é algo bem superficial.

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