segunda-feira, 11 de abril de 2011

Poderosa na rua, vítima chata em casa?


A revista Marie Clair desse mês traz uma reportagem interessante sobre “O que os homens e as mulheres querem agora?” São nossos desejos mostrados em números. E um chama a atenção: “... os homens derrubaram um dos maiores mitos da atualidade no quesito relacionamentos: os homens não têm medo de compromisso nem das mulheres poderosas.”

84% não fogem de relacionamento sério e 93% não ligam se ela ganha mais.

Segundo a sexóloga Carmita Adbo, ainda estamos presas a um velho cacoete: a autovitimização. "Em vez de olharem para si mesmas em busca dessa resposta, elas prontamente apontam culpados, no caso, o homem.”

Somos poderosas da porta para fora. Dentro de casa, ainda carregamos o peso do que herdamos como conceito de ser uma “boa esposa.” Somos descoladas na rua, no trabalho, mas grudentas e carregadas no amor. Não damos espaço ao outro nem a nós mesmas. Antes, o relacionamento era ruim, porque éramos submissas, agora é porque somos poderosas? Somos tão vítimas assim?

Da porta para fora, agimos como aprendemos em casa: “estude, seja forte, não chore, vista-se bem, mostre serviço!” Ou não é isso que você ouviu e repassa para a sua filha? Da porta para dentro é: “projeta sua cria, cuido do marido, vigie a empregada!”

Você aprende como agir com colegas de trabalho, como agir em equipe para que todos saiam ganhando. E em casa? Somos adestradas. Colocamos a casa nas costas, abrimos mão de vários sonhos pessoais e depois ficamos aquela chata de galocha. E no fim? Ele não me valoriza, ele não me apóia, ele não é mais meu príncipe. Claro! Unha feita, cabelo, escovado  e corpo violão, não são nada perto de uma mulher que sorri, que pega leve, que está mais preocupada com sua felicidade do que “utopicamente” garantir a ordem e a felicidade da família inteira.

Homem quer ser desafiado diariamente, é instinto. Se você age como ele quer, o que resta a conquistar?

Nesses 20 anos de Marie Clair, a mulher mudou muito, como pode-se ver nas pesquisas, mas ainda precisamos aprender que a dose de poder e leveza utilizados no trabalho, devem vir para casa. Porque há uma grande diferença entre o homem que convive com você e o que te admira. E ninguém admira um chiclete grudado na calça. Está achando exagero? Lembre-se de como você era antes do relacionamento... O tempo passa, o corpo muda, mas a essência da individualidade é o que garante o poder da porta para dentro.

Por isso... para que no próximo final de semana você seja mais poderosa... Poderosa na rua, vítima chata em casa?

8 comentários:

Marcelinha disse...

Tudo verdade. Quase posso ouvir minha mãe dizendo: cuide da sua família, ela mais importante do que seu trabalho ou carreira, dar atenção ao marido, ser gentil e amorosa, manter a casa em ordem, e jamais reclamar da empregada, mas cinco minutos depois: eu te criei para ser independente, batalhar suas conquistas. Pense em você em primeiro lugar. Ué, mas não era a família? Eu sou a família então? Base forte, alicerce, quem segura a casa.Hehehe
A parte difícil para as mulheres é derrubar a porta sem deixar se sobrecarregar com as responsabilidades da casa.

Carol disse...

acho que me sinto assim

Lu Souza Brito disse...

Oi Flavia,

É, passou da hora de parar de colocar a responsabilidade por nossa felicidade nas costas do marido nao é?
Eu aprendo a cada dia. Meu marido diz que me admira mais ainda hoje que no inicio do relacionamento.
E e sei porque. Porque hoje nao digo amém para tudo que ele diz tentando agradar. Quando ele esta falando sobre algo que nao entendo eu simplismente digo que o assunto nao me interessa ou que aquilo parece grego para mim.
Porque hoje eu me sinto segura. Com o que falo, o que visto, o que faço. Nao pareço estar sempre pedindo permissão - nao opinião.
Quando compro uma roupa diferente ou pinto a unha de cor que sei que ele nao gosta, o maximo que faço é dizer: estou me achando o maximo assim! Nao pergunto o que ele achou.
Ele gosta dessa segurança. Temos sim que ser poderosas e dona do nariz dentro e fora de casa. Claro, sem perder a doçura, mas sem ser chiclete, sem ser submissa.
Beijos

LICIA TATIANE disse...

Tem coisas na vida que só aprendemos com o tempo,aprendemos a ter segurança em nós mesmas e no que fazemos.Eu era independente quando era solteira,quando casei meu marido era louco de ciúmes e me deixei domesticar para agradar,para manter o casamento,para ter paz e é esse o maior erro da mulher,deixamos de sermos nós para sermos ele.Eles até podem querer submissão,mas na verdade não é o que eles admiram.Até o dia que dei o grito de independência,hoje sou livre,só faço o que eu quero,sou o que eu quero e é ele que tem que se adapitar a mim e não o contrário.E dou liberdade a ele também,ficar comigo é escolha e não obrigação.Quando conversamos sobre algum assunto desse que aconteceu com algum amigo dele,ele fala que é isso que admira em mim.

Marcelinha disse...

Oi.
Obrigada pela visita e pelo comentário.
No Twitter é maccpenn, mas já estamos conectadas também pelo Facebook, pois também estudo com James.
Não vejo a hora de estrear.
Beijos

Ana Paula disse...

Flá, complicado isso... Não é fácil expor opinião sobre esse tópico, por mais que eu já tenha o feito em um post sobre preferência masculina (as executivas). Mas persisto na dedicação a escolha, ou boa esposa, ou boa profissional. As diferenças berrantes da anatomia humana entre a mulher e o homem, deixam claro quem vai a 'caça' e quem a prepara hehe Já a questão do 'grude' acho que isso nos favorece (siiim acredite hahaha) pois o homem busca na esposa 'imagem e semelhança' da mãe. E qual mãe nãe é grudenta? (minha teoria tem lógica hahahahaha) Olha, é o que digo; essa coisa de direitos iguais sobrecarregou as mulheres. E tem sido brécha pra homem folgado. Meus filhos pretendo criar dentro dos padroes de décadas passadas. Dando-lhes claro opção de escolha. Quem optar pelo matrimônio dedique-se a ele. Cada escolha uma renuncia, assim é a vida.

Ana Paula disse...

Como sempre, adorei o texto.
Cheio de vida e de verdades, que não podem ser colocadas para debaixo do tapete.
Você é realmente muito boa escrevendo sobre esse assunto ... não pare! rs...
Grande beijo, saudades daqui!

Gisele Lopes disse...

Oii que blog legal, gostei muito dos assuntos!
Então, sou casada a quase 6 anos e posso falar não é facil ser mulher. No começo eu era bem grudenta, e meu marido fugia de mim. Até q um dia eu disse, sou mais EU daí meu casamento mudou totalmente. Nós temos que nos valoriazar sempre. bjãooo querida!
Estou seguindoooo

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