terça-feira, 10 de março de 2009

Até quando vamos viver em busca de um sonho que nunca vai chegar, deixando de curtir as delícias do que nos tornamos com o tempo?

Estava subindo no elevador hoje e sem querer dei de cara com a minha imagem no espelho. De costas. Percebi que meu bumbum já não tem o mesmo formato de antes.

Muitas coisas, aliás, já não têm mais o mesmo formato de antes. A barriga, que ganhou uma cicatriz após uma cirurgia de emergência, os seios, que já não apontam para o lustre, mas para frente. E a lista é grande.

Mas percebi que estar diferente, não é estar feio. Pelo contrário. Tenho notado que com o tempo sou mais confiante, então meus ombros se destacam mais, o que faz meus seios parecerem mais bonitos, meu sorriso é mais firme, meus gestos mais seguros. Meu andar é mais elegante e meus passos mais decididos.

Uma vez li que a Maria Carey estava feliz por, aos 36 anos, ter voltado ao corpo que tinha aos 18 anos. Isso pouco importa. A verdade é que ela não tem mais 18 anos. Esta é a verdade. E como ficam ridículos os que vão em busca dos 18...

Por isso, hoje fiquei feliz por ter aquele bumbum que me encarou no espelho e por todas as formas que estão aqui porque Deus me deu e são resultado do que consegui fazer de melhor por mim. Se não tenho o corpo da Juliana Paes, é simplesmente porque não sou a Juliana Paes.
E a Juliana, não terá sempre 29 anos. Ela vai fazer 40 um dia e, nem segurando pirulito e cheia de photoshop para a moça da foto, irá conseguir ter o corpo de hoje.

Ok. A coisa não é tão fácil assim. Mas não há outro caminho, só aceitação nos leva à satisfação.

Quero mudar umas coisinhas? Não, umas não, muitas na verdade. Mas não o suficiente para apagar o que se transformou e me deixou mais bonita e confiante. O que ficou mais feinho, eu disfarço. O nome disso é aceitação. Praticá-la nem pe tçao difícil assim. É só pegar o ritmo.

Por isso, quando sai do elevador só me restou pensar: Até quando vamos viver em busca de um sonho que nunca vai chegar, deixando de curtir as delícias do que nos tornamos com o tempo?

10 comentários:

Juuuu disse...

Acho que a frase: "Só a aceitação nos trará a satisfação" é um pouco forte para ser uma verdade absoluta...

Em muitos casos, realmente, isto é o que deve ser feito,quando não há outra solução, mas não é por isso que vamos deixar o tempo fazer o que quiser conosco. Não é só pq a Juliana Paes está com tudo em cima que tenho que ser igual à ela, mas com certeza, posso fazer muito para melhorar como estou sem precisar tentar chegar ao corpinho dos 18!
Não temos que simplesmente aceitar a idade e deixar uns quilos a mais pq não somos mais novinhas, mas devemos buscar o melhor dentro das nossas possibilidades!
beijos

Deusa disse...

"Cada um sabe a dor e a delicia de ser oq é", nao tenho muito mais q 20 anos tenho 23, mas posso dizer q sou muito mais feliz hoje q qnd tinha 15 anos, acho q por nao ter crescido ouvindo falar de bundas e peitos, ate pq sou bem magrinha minhas curvas nao sao de brasileira, mas muito mais de mim mesma como eu era e como deveria me moldar crescer e amadurecer, acabei formando uma personalidade q me transforma em uma mulher muito interessante.
Nao vou levantar a bandeira de sou muito mais feliz hoje do q ontem, pq nao sou mas estou vivendo cada momento da maneira q deve ser vivido, e me amo, pq mudar e oq faz amadurecer.

lady disse...

concordo plenamente com vc... uma pessoa não pode viver a vida desejando o que já passou...
querendo ter o que um dia teve...
tá tudo bem, eu só tenho 19, mas eu não quero voltar a ser o que eu fui antes, nem posso...
e acima de tudo eu não quero voltar a ter 17, 18... foi a pior época da minha vida...
eu tinha 72 quilo...
era infaliz...
alto estima baixa...
e era timida.. o pior defeito que existe pra mim...

hj graças aos deuses do vahalla... eu emagrici, mas acima de tudo... agora eu gosto de mim e quero continuar gostando pra sempre....

xoxo

Drunken Alina disse...

Vc mesma dise, é a aceitação que nos liberta!

Beijosss!

Drunken Alina disse...

ops,disse com dois ss,rss!!

Georgia disse...

Ah, nao sei nao. Eu quando comecei o ano estava 5 kilos mais gorda. Quando vi as fotos do Ano Novo, pensei, nao quero ficar assim...fui para o Vigilante do Peso e hoje estou quase recebendo a minha segunda estrela; isto é para cada 3 kilos eliminados a gente recebe uma estrela. Eu estou no caminho da segunda e a imagem que vejo no espelho agora, essa eu posso me aceitar. Acho importante que a gente em nome da "aceitacao", nao a use como uma desculpa para nao lutar por aquilo que nao se gosta.

Quando fomos ao Brasil pela última vez vimos o quanto às pessoas no Brasil engordaram. Má alimentacao. Meu esposo mesmo falou que antigamente qdo ele foi às praias no Brasil estava sempre cheio de gatinhas com cada corpo sensacional e hoje em dia nao é mais assim. Isso ficou para as pessoas da TV.

Um beijo linda

A vida é uma arte disse...

Flávia,
Eu te mandei um e-mail, terminei de ler o seu livro e coloquei uma postagem no meu blog do hotmail, se você puder da uma passadinha lá e deixar um comentário serei grata.
Bjs Nicinha
http://nicinhavaz.spaces.live.com/

M. disse...

Eu concordo que as pessoas precisam se aceitar, mas ninguém quer ser um bagulho. Principalmente com essa ditadura da beleza.

Para mim, o que importa não é se a pessoa tem 36 com corpo de 18, é se ela tem com corpo de 18 com mente de 36.

Não sou neurótica com essa coisas...como mto, como de tudo, sou viciada em coca-cola. Ou seja, um péssimo exemplo. srsr, mas tomo outras medidas para não embagulhar.

Pq as pessoas se aceitam mais, qdo o reflexo do espelho é mais bonito..pode apostar!!rs

Bjosssssssssssssssssss!!!

June disse...

Perguntinha difícil...

na teoria é fácil: enquanto valorizarmos o estar, o corpo, o agora, mais do que o ser, a pessoa e a história presente/passado/futuro.

Mas na prática, sabe Deus até quando!

Carolina disse...

Pensar num futuro sem viver o hoje não faz sentido mesmo, é na maioria das vezes um sofrer mais do que ter prazer.
Agora viver tentando resgatar aquilo que já passou, seja corpo, pessoas ou coisas é, antes de mais nada, atraso de vida. Já era, foi. Passou.

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