terça-feira, 14 de abril de 2009

Dona de casa, profissão apenas para as corajosas?

Em tempos em que uma carreira profissional é mais importante que ter um nome próprio, algumas mulheres parecem não se deixa influenciar.

Uma história me chamou a atenção. Uma bela modelo que tentava a carreira como atriz, flertava com o sucesso. Mas aos 24 anos ficou grávida. Casou. Seu marido, jogador de futebol, recebeu uma vaga proposta para jogar fora do país. Ela, com um filho de dois anos nos braços, topou a idéia, largou sua profissão e embarcou. Nenhum dos dois falava bom dia no novo idioma e foram parar em um pequena cidade da Itália.

A partir daí só bicos. Era a carreira do marido o propósito de ambos, neste momento.

Ontem estava em um consultório médico e, como achei que não iria demorar, não levei um livro. Minha previsão foi errada e acabei, felizmente, com uma CARAS na mão. Digo felizmente porque lá havia a foto e declaração da dona desta história: Suzana Werner.

Dizia que sua vida era feita de lavar louça, estudar, levar crianças para a escola. Estava feliz, tranquila e sentindo-se tão vitoriosa quanto o marido, o goleiro, Júlio César.

Na hora, me questionei se eu teria aquela coragem. Conseguiria abandonar minha vida e ser... dona de casa?
Meu pensamento continuou e tentei ser menos clichê. Pensei nas modernas donas de casa que conheço e me dei conta de como são felizes, descoladas, bem resolvidas e mais: vivem em paz. Elas não são mais alienadas, não vivem a sombra do marido, nem passam o dia descabeladas.
Elas têm agústias e dúvidas? Sim, aos montes, mas você que está lendo estas linhas agora, com uma profissão bacana e sem tempo nem para comer, também não tem as suas?
Tudo bem que dá orgulho preencher uma ficha e colocar lá: diretora comercial. Mas não vivemos de preencher fichas.
Há um medo de se achar que porque trabalhando em casa, a mulher é menos sexy e interessante ao marido. Mas e as muitas que encontram os amantes enquanto o maridão dá duro no trabalho? Mesmo assim, continuei sem uma resposta para meus pensamentos. Assim, só resta questionar: Dona de casa, profissão apenas para as corajosas?

23 comentários:

Paula disse...

Bom, é realmente uma questão muito importante. Por várias vezes eu ja pensei aqui com meus botões o que eu faria se o homem da minha vida (entendido como aquele que realmente faz a diferença em tudo o que eu faço) recebesse uma proposta de ir trabalhar longe. Que dor no coração que me daria...
Sofro só de pensar...
Mas que bom que não levou o livro...te rendeu um bom texto!

elaeles disse...

puis é... já pensei nesta questão, mas acho que não administraria legal, mesmo vendo exemplos até próximos de mulheres bem resolvidas...

pelo menos até atingir certos objetivos não... mas dps... quem sabe kkkkkkkkk


bjoks, boa semana,

Tessa.

Jackie disse...

Lembro de quando estava na faculdade e dizia para as minhas amigas que seria dona de casa, só para deixá'-las chocadas. Não entendo porque têm tanto preconceito! Eu acho que o principal é ter escolhas: trabalhar fora, ser dona de casa... E aí cada um faz o que achar melhor da vida.
PS: Já sou formada há 8 anos e ainda não virei dona-de-casa. rs

Jane disse...

Pelo meu grande amor eu deixaria tudo e iria para qualquer lugar se ele tivesse uma otima proposta de emprego... Mas isso nao significa que eu viraria apenas dona de casa... Nao consigo me imaginar sem um trabalho. Deve ser maravilhoso para a mãe poder cuidar do seu filho... Mas imagino que é dificil para a mulher viver apenas em função do lar... Quando estamos com alguem que amamos muito esperamos q dure para sempre, mas sabemos que nem sempre isso acontece. Deve ser frustrante para a mulher quando o casamento desmorona, olhar para tras e ver que sua vida se resumiu a cuidar da familia, que se fechou para o mercado de trabalho... Eu vejo isso na minha vizinha, como a maioria das mulheres da sua epoca, viveu para o marido e para os filhos, ha alguns anos descobriu que ele tem uma amante e o casamento acabou. A mulher pode querer correr atras do tempo "perdido" e nesse caso ser tarde demais...

Dri - Everywhere disse...

Gostei do foco do seu texto, e nao acho que a questao aqui seja "e se o marido for embora, oque faco da vida?". Nesse caso, se o marido for embora, ela continuaria sendo dona de casa, a "profissao" que ela escolheu.
O marido vai embora, mas os filhos, a casa, e as obrigacoes "do lar" ficam pra sempre, como em qualquer outro emprego.

Acho essa uma situacao muito delicada, e sinceramente nao sei como lidaria com a possibilidade de ser exclusivamente dona de casa. Prezo demais minha independencia, ser dona do meu nariz, e a essa altura da minha vida, jah passei quase metade dela estudando e trabalhando pra construir oque tenho/sou hoje e oque espero ser/ter no futuro.

Entao realmente acho que eh preciso muita coragem e preseveranca pra conseguir quebrar esse estigma da sociedade moderna de que soh as profissionais bem sucedidas sao felizes. Acabar com o estereotipo de que donas de casa sao traidas pelo marido, sao infelizes, alienadas e nao tem um proposito na vida.

Apesar de amar minha vida e minha carreira, e nao pretender abrir mao dela, volta e meia penso no que seria pior: nao poder preencher uma ficha orgulhosamente exibindo meu gargo e minha empresa, ou saber que passarei muitas tardes infelizes no escritorio, em viagens a trabalho e reunioes chatas enquanto meus filhos estao crescendo e se desenvolvendo sendo cuidados por babas e creches?

Oque seria mais frustrante pra mim? Nao realizar minhas ambicoes de carreira ou perder os detalhes preciosos da vida dos meus filhos?

Realmente eh uma decisao muito dificil e admiro demais as mulhres que sabem qual querem.

Espero um dia tomar a decisao certa quando minha vez chegar!
Bjs
Dri

Bia disse...

Antigamente quando pensava em dona de casa, me vinha a cabeça justamente essa imagem q vc descreveu no post: alienada, descabelada, q não tem outro papo a não ser filhos e a casa...

Mesmo formada ainda não achei a minha carreira profissional. E hoje em dia, se tiver q dividir o tempo entre ser uma dona de casa e estudar, eu o faria.

Não sei se abraçaria completamente a profissão de dona de casa, eu não sei se conseguiria ficar só em casa, mesmo que isso significasse arrumar, limpar, lavar e fazer mercado. Eu acho q teria q ser mto forte e criar uma rotina igualmente forte para sustentar essa carreira.

bjs

Ju (Dubai Verde e Amarelo) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ju (Dubai Verde e Amarelo) disse...

Nossa, excelente tópico. Quando li, senti quase como se tivesse sido escrito para mim...rs...

Um ano atrás: advogada com 2 anos de formada, ganhando um ótimo salário (suficiente para me sustentar + minha família). Trabalhando madrugadas e finais de semana. Sem namorado pq ele havia se mudado para Dubai (ficamos afastados 2 anos).

Feliz? Nem tanto. Meu trabalho me remunerava bem, mas eu não gostava do ambiente, não tinha uma boa relação com minha chefe e sentia muitas saudades do meu namorado.

Bom, nesse meio tempo minha mãe morreu (tem 6 meses) e ai me vi assim: infeliz e sozinha. Acabou que sai do trabalho (por diversos motivos) e decidi vir para Dubai.

Primeira semana: DESESPERO TOTAL!! Trabalho desde os 18 anos (tennho 27). Sozinha com louça para lavar, roupa para passar...erg....pensei: socorro, o que tô fazendo aqui????

Depois que o tempo foi passando, as coisas foram acalmando. Acho difícil conseguir um emprego na minha área aqui, estão decidir estudar para melhorar o CV. Ficar sem fazer nada, não rola para mim...é de enlouquecer.

Não posso dizer que LARGUEI TUDO para acompanhar meu marido... fiz uma opção, sabendo dos riscos...para ser feliz. Mas tentando, ao mesmo tempo, não me abandonar...

Bjs, Ju

wendyfreitas disse...

só para corajosas!!

meus instantes e momentos disse...

ótimo teu blog. Gostei daqui.
Maurizio

Babizinha disse...

Do lar X trabalhar fora?! rs
Não vejo por esse ângulo... Aliás, se pararmos pra pensar as donas de casa de hoje também tem vida social bem mais agitada do que qualquer mulher que se diga atribulada e que trabalhe fora. Pois levantam cedo, cuidam das crianças e do marido, da casa - lava, passa, cozinha, arruma e ainda tem tempo para si.
E porque tem também uma vida social mais agitada do que outras mulheres?! Porque elas são totalmente descoladas como você disse. Muitas dessas donas de casa é que vendem as "quinquilharias" femininas (revendedoras que fazem nossa felicidade!) e não se satisfazem só com o dinheiro do marido. Afinal de contas, precisam também se sentir independentes.
São mães, esposas, domésticas, secretárias, contadoras, amigas.. Tudo isso e muito mais numa única pessoa. Imagina?! Estaria mais apta para qualquer profissão, se não exigissem o cruel diploma. ;D

Autora do blog disse...

Sim, e muito.A visão do que era dificil mudou muito.Antigamente a mulher tinha que ser corajosa pra sair pra rua trabalhar, hoje com a visão "moderna" os papéis inverteram-se.E não se espante se chegar o dia onde os homens irão as ruas pedindo e gritando por sua liberdade dentro dos generos hahaha

Mariachiquinha disse...

Bom, se é só para corajosas eu não sei, mas sei que hoje, eu não teria medo algum em escolher por uma vida tão familiar, doméstica.
Se preciso fosse lavaria tudo e iria ser dona de casa, mãe, tendo o meu marido o melhor emprego do mundo ou não.
Nem todo mundo nasceu pra se realizar no mundo profissional.
Eu estou cansadíssima dessa vida de horário, bate ponto, ter chefe....

Mile disse...

Muito bom o tema e estou gostando dos comentários. Nao vou dizer que dessa água nao beberei, é uma escolha muito difícil e temos que estar seguras. Passei por esse período de dona-de-casa e nao foi fácil para mim, tem gente que sabe levar numa boa, eu nao. O fato de acordar e pensar: "o que vou fazer hj" me desespera, preciso de horários, preciso preencher minha mente trabalhando fora de casa. Nao sei como será quando eu tiver um filho, mas por agora nao penso voltar a ser dona-de-casa nao, seria infeliz.
Bjoks

Paula disse...

Pois é, Flávia, eu já sabia da história da Suzana...minha mãe é uma delas...acho tão bonito quem decide se dedicar somente à família e se sente completa com isso...mas por outro lado, para ela poder ser dona de casa e não precisar trabalhar fora, precisa ter uma situação financeira bem estável.
Bjos,
Paulinha

Carolina disse...

Corajosa que nada, profissão encosto mesmo porque você esqueceu que ela, Suzana, já queria ter esta "profissão" quando era a namorada do Ronaldo e vivia com ele, da mesma forma, na Itália?
Não estou sendo preconceituosa nem nada, mas conheço mulheres que optaram por esta vida e vivem bem e outras que sentiram que em alguma quebrada perderam sua identidade como pessoa.
Tem pra todos os gostos.

Agora falando sério: não acho que tem a ver com coragem ou não, simplesmente como opção de vida. Não julgo quem opta por este estilo de vida. É simples e ao mesmo complexo porque esta decisão muitas vezes é tomada por necessidade.

bjos queridos pra ti

Lidiane Vasconcelos disse...

Se só para as corajosas, não sei. Estou dona-de-casa, não me sinto ultrajada por isso, e me acho normalzinha “da silva”. Não penso que seja mais ou menos corajosa que as outras... ;)

Saí do lugar onde cresci, estudei e dava prosseguimento a carreira, para estar com o homem da minha vida em outro local ondo houve para ele um proposta de trabalho irrecusável. Vim, e não me arrependo. Estou bem, tranquila e feliz. Estar dona de casa, no meu caso (que foi por opção, veja bem!) não significa sofrimento. Tem horas que sinto saudades do estresse no mundo corporativo? Tem! Mas recobro os sentidos logo logo...

Hoje tenho uma vida mais tranquila no sentido de ter um pouco mais de tempo para mim (não significando que eu fique de pernas para o ar) e faço o que bem entendo e me satisfaz. Mas compreendo que essa é uma opção para poucas. Não é a maioria das mulheres que pode optar por não ter jornada dupla sem que haja prejuízo financeiro na família, isso é fato. Sou grata a Deus por poder viver assim nesta fase da minha vida, o que reflete em qualidade de vida.

Excelente discussão.
Beijos

Georgia disse...

Pois é, nao cheguei a ser famosa, rs, mas larguei tudo para viver na Alemanha quando me casei com o meu alemaozao, rs.

è um preco alto que se paga, tenho que dizer. Muitas vezes me senti sozinha e desanimada e mesmo tenho trilhoes de coisas para fazer, quando a melancolia chega reclamo que nao me sinto mais produtiva na minha profissao...

Tem que aprender a separar as coisas e aproveitar o que se vive, senao só se sonha com o impossível e a realidade fica dura.

Filhos sao ótimos, mas nem sempre é aquilo que vc quer para vc.

Viver no estrangeiro te deixa limitada com a sua profissao e as portas nao estarao abertas para vc.

Tem mesmo que amar muito para abdicar o seu lado profissional. Mas tb sei que tem tanta gente vivendo no próprio país e sendo uam pessoa sem perspectiva...

Bjus

Elaine disse...

Olá!
Estou passando para te convidar a participar de uma promoção em meu blog. Ficarei muito feliz se você puder participar.
Quanto ao post, eu penso que poderia ser dona de casa sem problema nenhum. Na verdade eu trabalho em casa pois sou costureira de sapatos e fico parte do ano(entressafra)paradinha da silva. Antes quase pirava, de tanta culpa de não trabalhar e não via que trabalhava o tempo todo.Hoje já desencanei. E adorarei quando me libertar dos preconceitos de vez e assumir meu lado dona de casa total.Beijos e bom fim de semana.

Anônimo disse...

acho q por um tempo ate da mas acho q a pessoa deve tbem fazer outras coisas como hobby,pq ficar cuidando da casa e dos filhos nossa acho q deve ser macante,cansativo,um tedio.Talvz se eu tivesse um cara q me sustentasse bem,eu faria outras atividades extras,ou algo q fosse prazeiroso,o problema e qhj em dia a mulher muitas vzs precisa trabalhar e isso sobrearrega mesmo....

Anônimo disse...

eu trabalho em casa, ou seja, sou dona de casa, e sinceramente, estou muito realizada, cuido da minha casa muito bem, faço todos os serviços, mas também tenho tempo para academia, hidroginástica, aula de francês, e ainda outros cursos rápidos, vou a festas, passeio, posso ir numa segunda-feira passar a tarde em um shopping, ou na piscina, enfim, escolho o meu horário, faço o que quero, a hora que quero... Meu marido é louco por mim, tenho dinheiro, cartão de crédito, cheque, carro..., vou ao salão de beleza... enfim tenho uma vida feliz. Não trabalho porque não quero, tenho faculdade de letras, falo quatro idiomas, pois tenho tempo para estudar, viajo bastante e cuido da minha família muito bem. Isso é ser realizada, e caso um dia eu precise, posso trabalhar em muitas coisas, pois com o meu tempo livre eu já fiz muitos cursos profissionalizantes. "Sucesso é ser feliz", portanto, não tenham medo.... ser dona de casa pode ser uma grande aventura, tudo depende de você.

Anônimo disse...

Essa anonima ai que disse que faz tudo viaja passeia fez letras e tal claro quem tem dinheiro e pode, pode mas e quem vive com pouco dindin o marido trabalha mas não é rico, e quando se tem filhos a mulher pira.

Anônimo disse...

A verdade é que o amor acaba na medida que o homem vê uma mulher disponível 24 horas por dia em casa. A mulher fica sim chata, sempre com os mesmos assuntos e as brigas são constantes caso ela peça qualquer favor ao marido (visto que para ele dona de casa não faz nada e ela ter que pegar até o copo de água dele é somente a obrigação).
Meu marido antes de casarmos e antes de eu abandonar a minha família e profissão para segui-lo em outra cidade por conta da profissão dele, era ótimo. Um homem cheio de discursos feministas, parecia uma joia rara. Agora é como todos os outros. Não se enganem: isso de largar tudo por um grande amor é pura ilusão, ilusão que homem nenhum se deixa envolver nela. Ser dona de casa é a pior coisa que alguém pode escolher ser pois é o trabalho que não paga salário, que não é valorizado e no final das contas quando os filhos crescem a mulher fica sem rumo, muitas vezes sem amizades próprias (quando não cultiva as poucas que restaram da época da solteirisse).
Essa senhora da capa da revista CARAS com certeza não tinha a rotina desgastante de 95% das mulheres brasileiras que não possuem um marido que ganha uma fortuna e consequentemente possuia babás, empregadas domésticas de todo tipo e muito tempo livre pra se cuidar, fazer atividades externas que a tornavam interessante ao marido. A maioria fica é em casa mesmo, descuidada, cansada e sendo obrigada a ler matérias estúpidas como essa comparando mulheres normais com gente famosa que tem toda infraestrutura pra ser "madame" e não são donas de casa.

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